Autor: Pfizer Limited


Informação longa

O que é isso?

O Lyrica é um medicamento que contém a substância activa pregabalina. Está disponível sob a forma de cápsulas (brancas: 25, 50 e 150 mg; brancas e cor de laranja: 75, 225 e 300 mg; cor de laranja: 100 mg; cor de laranja claro: 200 mg) e de solução oral (20 mg/ml).

Índice
O que é utilizado?
Como é usado?
Como isso funciona?
Como tem sido estudado?
Qual o benefício durante os estudos?
Existem riscos associados?
Por que foi aprovado?

O que é utilizado?

O Lyrica é utilizado no tratamento de adultos com as seguintes doenças:

Dor neuropática dor causada por danos nos nervos. O Lyrica pode ser utilizado na dor neuropática periférica, como a dor sentida por doentes diabéticos ou por doentes que tenham sofrido de herpes zoster zona, e na dor neuropática central, como a dor sentida por doentes que tenham sofrido uma lesão da medula espinal

Epilepsia. O Lyrica é utilizado como terapêutica adjuvante em doentes com crises parciais convulsões que têm início numa zona particular do cérebro, que não possam ser controladas unicamente com o tratamento que seguem

Perturbação da ansiedade generalizada ansiedade ou nervosismo persistentes em relação a questões quotidianas.

O medicamento só pode ser obtido mediante receita médica.

Como é usado?

A dose inicial recomendada de Lyrica é de 150 mg por dia, divididos por duas ou três tomas. Após um intervalo de três a sete dias, a dose pode ser aumentada para 300 mg por dia. As doses podem ser aumentadas até ao dobro até ser atingida a dose mais eficaz. A dose máxima é de 600 mg/dia. A interrupção do tratamento com Lyrica deve também ser feita de forma gradual, ao longo de, pelo menos, uma semana.

As cápsulas devem ser engolidas inteiras com água. Os doentes com problemas renais deverão receber doses mais reduzidas.

Como isso funciona?

A substância activa do Lyrica, a pregabalina, tem uma estrutura semelhante à do “neurotransmissor” GABA (ácido gama-aminobutírico) do organismo, mas tem efeitos biológicos muito diferentes. Os neurotransmissores são substâncias químicas que permitem às células nervosas comunicarem entre si. A forma exacta como a pregabalina funciona ainda não é totalmente conhecida, mas pensa-se que actue sobre a forma como o cálcio penetra nas células nervosas. Isto diminui a actividade de algumas das células nervosas do cérebro e da medula espinal, reduzindo a libertação de outros neurotransmissores que desempenham um papel na dor, na epilepsia e na ansiedade.

Como tem sido estudado?

O Lyrica foi comparado com um placebo (tratamento simulado) em 22 estudos:

Na dor neuropática periférica, realizaram-se dez estudos que incluíram mais de 3000 doentes, dos quais cerca de metade sofria de neuropatia diabética e a outra metade sofria de dor na sequência de um episódio de zona. Um estudo adicional incluiu 137 doentes com dor neuropática central ocasionada por lesão da medula espinal. Os estudos duraram até 12 semanas. A eficácia do Lyrica foi avaliada utilizando um questionário padrão de classificação do nível da dor

Na epilepsia, realizaram-se três estudos que incluíram mais de 1000 doentes. O principal parâmetro de eficácia foi a alteração do número de crises após 11 a 12 semanas

Na perturbação de ansiedade generalizada, foram realizados oito estudos com mais de 3000 doentes, e a eficácia foi avaliada através de um questionário padrão de ansiedade após quatro a oito semanas de tratamento.

Qual o benefício durante os estudos?

Nos estudos da dor neuropática, o Lyrica foi mais eficaz do que placebo na redução da dor. Na dor neuropática periférica, 35% dos doentes tratados com Lyrica registaram uma descida de 50% ou superior no que se refere ao nível da dor, por comparação com 18% nos doentes que receberam o placebo. Na dor neuropática central, 22% dos doentes tratados com o Lyrica registaram uma descida de 50% ou superior relativamente ao nível da dor, por comparação com 8% dos doentes que receberam o placebo.

Na epilepsia, o Lyrica reduziu o número de crises: cerca de 45% dos doentes tratados com uma dose diária de 600 mg de Lyrica e cerca de 35% dos tratados com uma dose diária de 300 mg registaram uma redução de 50% ou superior no número de crises, por comparação com cerca de 10% dos doentes que receberam o placebo.

Na perturbação de ansiedade generalizada, o Lyrica demonstrou ser mais eficaz do que placebo: 52% dos doentes tratados com o Lyrica registaram uma melhoria de 50% ou superior, por comparação com os doentes que receberam o placebo.

Existem riscos associados?

Os efeitos secundários mais frequentes associados ao Lyrica (observados em mais de 1 em cada 10 doentes) são tonturas e sonolência. Para a lista completa dos efeitos secundários comunicados relativamente ao Lyrica, consulte o Folheto Informativo.

O Lyrica não deve ser utilizado em pessoas que possam ser hipersensíveis (alérgicas) à pregabalina ou a qualquer outro componente do medicamento.

Por que foi aprovado?

O CHMP concluiu que os benefícios do Lyrica são superiores aos seus riscos e recomendou a concessão de uma autorização de introdução no mercado para o medicamento.

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