O que é e como se utiliza?

ATRALXITINA é um antibiótico do grupo das cefalosporinas de 2.ª geração (1.1.2.2.) indicada para o tratamento de infecções provocadas por microorganismos sensíveis, nomeadamente em caso de:

  • - infecções do aparelho respiratório
  • - infecções do tracto urinário
  • - infecções dos ossos, articulações, tecidos moles, pele e feridas
  • - infecções abdominais, ginecológicas e obstétricas

ATRALXITINA está também indicada na profilaxia de infecções pós-cirúrgicas em cirurgia limpa, limpa contaminada ou potencialmente contaminada.

Índice
O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?
Como é utilizado?
Quais são os possíveis efeitos secundários?
Como deve ser guardado?
Mais informações

O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?

  • se apresenta hipersensibilidade conhecida ao grupo antibacteriano das cefalosporinas
  • - se apresenta hipersensibilidade à cefoxitina ou a qualquer dos excipientes

Não tome ATRALXITINA:

ou das penicilinas
As soluções de lidocaína, para administração intramuscular, não devem ser utilizadas no caso de perturbações na condução cardíaca ou em caso de insuficiência cardíaca aguda descompensada.

  • - Antes do início da terapêutica devem ser feitas culturas bacterianas com o objectivo
  • - Em caso de aparecimento de reacções de hipersensibilidade. A cefoxitina tal como
  • - Em caso de hipersensibilidade à penicilina, deverá ser considerada a possibilidade de
  • - Se possui antecedentes de doença gastrintestinal, principalmente colite.
  • - O tratamento com antibióticos de largo espectro, incluindo cefalosporinas como a

Tome especial cuidado com ATRALXITINA:

de isolar o microorganismo envolvido, pese embora que a terapêutica possa ser iniciada enquanto se aguardam os resultados que permitirão um eventual ajuste, quando necessário.
outras cefalosporinas pode causar sérias reacções de hipersensibilidade. Os pacientes deverão interromper a terapêutica e contactar o médico assistente ao primeiro sinal de rash, urticária, ou outros sinais de reacção cutânea ou qualquer outro sinal de hipersensibilidade, tais como, dificuldade em respirar, deglutir ou inchaço indicativo de angioedema (edema dos lábios, da língua, da face, rouquidão).
reacções alérgicas cruzadas.
cefoxitina, alteram a flora comensal do cólon podendo ocorrer um crescimento de microorganismos não sensíveis, entre eles o Clostridium difficile, cuja toxina é responsável por um quadro clínico de diarreia associada à antibioterapia, incluindo a colite pseudomembranosa. Os doentes com diarreia, durante ou mesmo após a antibioterapia, deverão ser submetidos a investigação e a diagnóstico diferencial.

  • - Se é insuficiente renal, pois nestes casos a posologia deve ser adaptada em função da

depuração da creatinina ou da creatininemia.

  • - Pode ocorrer uma reacção falsamente positiva para a glucose na urina com a

utilização de substâncias redutoras, mas não com a utilização de métodos específicos da glucose oxidase.

Tomar ATRALXITINA
com outros medicamentos:
Fármacos nefrotóxicos: a administração concomitante de cefalosporinas e aminoglicosidos, colistina, polimixina B ou vancomicina aumenta o risco de nefrotoxicidade associada a estes agentes nefrotóxicos.
Probenecide: a administração concomitante de probenecide inibe a secreção tubular da cefoxitina, resultando em concentrações séricas de cefoxitina superiores e mais prolongadas.
Contraceptivos hormonais: a administração de cefalosporinas pode causar uma baixa transitória das concentrações plasmáticas de estrogénios e gestagénios; a eficácia dos contraceptivos é portanto incerta, recomendando-se a utilização de um método anticoncepcional adicional.
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Gravidez e aleitamento:

A utilização de ATRALXITINA durante a gravidez requer que os benefícios potenciais sejam comparados com os riscos eventuais.
A ATRALXITINA é excretada no leite humano. Se a sua utilização estiver indicada deverão tomar-se as devidas precauções.
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas:
ATRALXITINA
não interfere com a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Como é utilizado?

Tomar ATRALXITINA sempre de acordo com as instruções do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Posologia/Frequência da administração



Posologia em adultos

A posologia usual para os adultos é de 1 ou 2g de ATRALXITINA de 6 em 6 horas ou de 8 em 8 horas.

Infecção Dose diáriaFrequência Dose total diária Não complicada 1g cada 6 ou cada 8 horas 3-4g Moderadamente grave ou grave 6-8g 1g cada 4 horas ou 2g cada 6 ou cada 8 horas Necessitam de altas doses de antibióticos 12g 2g cada 4 horas ou 3g cada 6 horas administração IM de Para o tratamento de infecções urinárias não complicadas, a administração IM de 1g de complicada recomenda-se a uma única dose de 2g de cefoxitina em conjunto com 1g de probenecide administrado cefoxitina, duas vezes por dia durante 10 dias têm-se revelado eficaz. Para o tratamento da gonorreia não por via oral administração em simultâneo ou até 1 hora antes.


Posologia em adultos com insuficiência renal

Clearence de creatinina mlmin. Posologia 50-30mlmin. 1-2g de 8 em 8 horas ou de 12 em 12 horas 29-10mlmin. 1-2g de 12 em 12 horas ou de 24 em 24 horas 9-5mlmin. 0,5-1g de 12 em 12 horas ou de 24 em 24 horas 5mlmin. 0,5-1g de 24 em 24 horas ou de 48 em 48 horas administrar 1-2g após cada sessão de diálise Nos doentes submetidos a hemodiálise como dose de manutenção seguir o esquema posológico anterior.


Posologia em crianças

Prematuros 0-1 semana 20-40mgkg cada 12 horas 1-4 semanas 20-40mgkg cada 8 horas

Lactentes 20-40mgkg cada 6 ou cada 8 horas Crianças 20-40mgkg cada 6 ou cada 8 horas Não é aconselhável a administração intramuscular em recém nascidos e em lactentes até aos 3 meses de vida.


Posologia em crianças com insuficiência renal
Nas crianças com insuficiência renal, a dose e a frequência de administração deve ser modificada de acordo com as recomendações indicadas para os adultos (ver ?Posologia em adultos com insuficiência renal?).


Posologia na profilaxia cirúrgica

Adultos: recomenda-se a administração de 2g de cefoxitina por via IM ou IV imediatamente antes da cirurgia (30-60 minutos antes da incisão inicial) e posteriormente 2g de cefoxitina de 6/6 horas.
Crianças: em recém-nascidos, lactentes e crianças recomenda-se a administração de 30-40mg de cefoxitina/kg de peso por via IM ou IV imediatamente antes da cirurgia (30-60 minutos antes da incisão inicial) e posteriormente 30-40mg de cefoxitina/kg de peso de 6/6 horas, no caso de lactentes e crianças, e de 8/8-12/12 horas no caso de recém-nascidos.
Nas pacientes submetidas a cesariana recomenda-se a administração de uma única dose de 2g de cefoxitina por via IV, logo que o cordão umbilical seja cortado. Se necessário, uma 2.ª e 3.ª doses de 2g de cefoxitina podem ser administradas por via IV, 4 e 8 horas após a 1.ª dose.
Na cirurgia ginecológica, uma única dose de 2g de cefoxitina administrada por via IM ou IV 30-60 minutos antes da cirurgia têm-se revelado eficaz.
Em cirurgias prolongadas ou muito contaminadas podem ser administradas doses adicionais de 2g de cefoxitina em intervalos de 6 horas.

Normalmente, a profilaxia cirúrgica não deve ser continuada para além das 24 horas após a cirurgia.

A duração da terapêutica com ATRALXITINA depende do tipo de infecção; em infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos do grupo A, o tratamento deve prolongar-se pelo menos por 10 dias.

Modo e via de administração
ATRALXITINA,
1000 mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável para administração por via intramuscular (IM).
ATRALXITINA, 1000 mg/10 ml, pó e solvente para solução injectável para administração por via intravenosa (IV).


Injecção intramuscular
Para a preparação da injecção intramuscular ATRALXITINA 1g deve ser reconstituída em 2 ml de cloridrato de lidocaína 1% (apenas para a injecção intramuscular). A solução de lidocaína NÃO deve ser administrada por via intravenosa.
A administração deve ser feita através de injecção IM profunda numa zona com elevada quantidade de massa muscular.


Injecção intravenosa
Para a preparação da injecção intravenosa ATRALXITINA 1g deve ser reconstituída em 10 ml de água para preparações injectáveis.
A administração endovenosa deve fazer-se durante 3-5 minutos.


Infusão intravenosa
Se se pretender fazer uma perfusão intravenosa, a solução para injecção intravenosa (1g de cefoxitina/10ml de água para preparações injectáveis) pode ser adicionada a 50 ou 100ml de uma solução de dextrose a 5 ou 10% ou a uma solução de cloreto de sódio a 0,9%.

As soluções reconstituídas mantêm-se estáveis física e quimicamente durante 24 horas a temperatura não superior a 25ºC ou 96 horas a +5ºC. No entanto, e como regra geral, as soluções devem ser usadas imediatamente após a sua preparação.

Se tomar mais ATRALXITINA
do que deveria:
Não estão descritos casos de sobredosagem com a ATRALXITINA para administração parentérica.
A cefoxitina é removida de uma forma eficaz por hemodiálise, mas não é removida por diálise peritoneal.

Caso se tenha esquecido de tomar ATRALXITINA:

Em caso de omissão de uma dose, tomar o medicamento assim que possível; não fazê-lo caso esteja próxima a hora da dose seguinte.
Não tome uma dose a dobrar para compensar a dose que se esqueceu de tomar.

Quais são os possíveis efeitos secundários?

Como os demais medicamentos, ATRALXITINA pode causar efeitos secundários em algumas pessoas.
ATRALXITINA é geralmente bem tolerada. Os efeitos secundários raramente impõem a suspensão do tratamento e têm sido habitualmente ligeiros e transitórios. Os efeitos secundários mais frequentes foram reacções locais após injecção intramuscular e intravenosa.
Os efeitos indesejáveis são mencionados segundo a seguinte classificação: muito frequentes (>1/10), frequentes (>1/100, <1/10), pouco frequentes (>1/1000, <1/100), raros (>1/10000, <1/1000), muito raros (<1/10000, incluindo comunicações isoladas).
Perturbações gerais e alteração no local de administração
Raros: tromboflebite com a administração intravenosa; dor e endurecimento após a administração intramuscular
Doenças do sistema imunitário

Reacções de hipersensibilidade:
Muito raros: exantema, incluindo dermatite exfoliativa e necrólise epidérmica tóxica Raros: anafilaxia, nefrite intersticial e angioedema
Foram ainda referidos casos de urticária, prurido e febre.
Cardiopatias
Muito raros: hipotensão
Doenças gastrintestinais
Muito raros: pode ocorrer durante ou após o tratamento diarreia, incluindo colite pseudomembranosa; náuseas e vómitos
Doenças do sangue e do sistema linfático
Muito raros: eosinofilia, anemia, incluindo anemia hemolítica; alguns indivíduos, particularmente os que apresentam azotémia, podem desenvolver testes de Coombs positivos durante a terapêutica com ATRALXITINA

Raros: leucopenia, incluindo granulocitopenia, neutropenia, trombocitopenia e

depressão da medula óssea

Afecções musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Muito raros: agravamento de miastenia gravis
Afecções hepatobiliares
Muito raros: elevações transitórias da AST, da ALT, da LDH sérica e da fosfatase alcalina sérica e icterícia
Doenças renais e urinárias

O papel da ATRALXITINA na alteração de testes de função renal é difícil de avaliar, dado que habitualmente estavam presentes factores que predispunham para azotémia pré-renal ou para insuficiência renal; foram observadas elevações dos níveis de creatinina sérica e/ou urémia. Tal como para as cefalosporinas, foi referida raramente insuficiência renal aguda.
Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como deve ser guardado?

Conservar a temperatura inferior a 25ºC, em lugar seco e ao abrigo da luz. As soluções reconstituídas mantêm-se estáveis física e quimicamente durante 24 horas a temperatura não superior a 25ºC ou 96 horas de 2º a 8º C.. No entanto, e como regra geral, as soluções devem ser usadas imediatamente após a sua preparação.

MANTER FORA DO ALCANCE E DA VISTA DAS CRIANÇAS

NÃO UTILIZE ATRALXITINA APÓS EXPIRAR O PRAZO DE VALIDADE INDICADO NA EMBALAGEM

NÃO UTILIZE ATRALXITINA SE VERIFICAR A EXISTÊNCIA DE SINAIS VISÍVEIS DE DETERIORAÇÃO

Mais informações

Qual a composição de ATRALXITINA

ATRALXITINA 1000 mg/10 ml
,
pó e solvente para solução injectável
(IV)A substância activa é Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica)
O outro componente, contido numa ampola, consiste em 10 ml de água para preparações injectáveis.

ATRALXITINA 1000 mg/2 ml, pó e solvente para solução injectável
(IM) A substância activa é Cefoxitina (sob a forma de Cefoxitina sódica)
Os outros componentes, contidos numa ampola, consistem em 2ml de água para preparações injectáveis com cloridrato de lidocaína 1%.

Qual o aspecto de ATRALXITINA e conteúdo da embalagem
ATRALXITINA 1000 mg/2ml
e ATRALXITINA 1000 mg/10ml apresentam-se sob a forma de pó e solvente para solução injectável e encontram-se disponíveis em embalagens de 1 unidade (1 frasco + 1 ampola) e de 4 unidades (4 frascos + 4 ampolas).

Titular da Autorização de Introdução no Mercado
LABORATÓRIOS ATRAL, S.A.
Vala do Carregado 2600-726 CASTANHEIRA DO RIBATEJO ? PORTUGAL

Para quaisquer informações sobre este medicamento, queira contactar o Titular de Autorização de Introdução no Mercado.

Este folheto foi revisto pela última vez em

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