Fenobarbital Labesfal

Código ATC
N03AA02
Fenobarbital Labesfal

Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.

Substância(s)
Fenobarbital
Narcótica Psicotrópica
Não Não
Grupo farmacológico Antiepilépticos

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Tudo para saber

Autor

Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.

O que é e como se utiliza?

Indicações terapêuticas:

Embora seja utilizado como sedativo e também como tranquilizante, as várias benzodiazepinas suplantaram-no largamente nestes efeitos.
Actualmente é utilizado na epilepsia. O fármaco é efectivo na prevenção de: -tremores parciais, que passam ou não secundariamente a generalizados; -epilepsia generalizada;
-convulsões febris na infância.
O fármaco foi algumas vezes prescrito com o objectivo de induzir a glucoronil transferase hepática no aumento da conjugação da bilirrubina. Isto pode reduzir a severidade da toxicidade da bilirrubina não conjugada, como na icterícia dos recém-nascidos ou no síndroma de Gilbert.

Grupo Farmacoterapêutico: 2.6 - Sistema nervoso central. Antiepilépticos e anticonvulsivantes.

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O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?

Não utilize Fenobarbital Labesfal

-Hipersensibilidade conhecida ao fenobarbital, a qualquer um dos excipientes ou a um fármaco que seja metabolizado a fenobarbital (exº.: primidona, ou N-
metilfenilbarbital).
-Porfíria aguda intermitente.

Tome especial cuidado com Fenobarbital Labesfal

-Na 3ª. idade.
-Nas pessoas com insuficiência hepática.
-Nas pessoas em que não se visa a sedação.
-Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamento com antiepilépticos como

  • Fenobarbital Labesfal teve pensamentos de auto-agressão e suicídio. Se a qualquer momento tiver estes pensamentos deve contactar imediatamente o seu médico.

Ao utilizar Fenobarbital Labesfal com outros medicamentos

Podem ocorrer interacções medicamentosas do tipo farmacocinético.

Interacções Potencialmente Perigosas
Durante a administração crónica do fenobarbital, ocorrem algumas induções dos sistemas enzimáticos oxidase hepáticos.
Se outro fármaco for co-administrado e cuja acção seja determinada pela acção destas enzimas, é requerida uma dose muito elevada para se manter este efeito. A combinação do fenobarbital com outros fármacos que possuam propriedades sedativas produz um grau perigoso de depressão.

Outras Interacções Significativas
A indução do sistema hepático mono oxigenase, pela toma contínua de fenobarbital, leva ao aumento da metabolização e reduz os níveis plasmáticos de cortisol, folato, aminopirina, antipirina, bis-hidroxicumarina, carbamazepina, cloranfenicol, DDT, digitoxina, dipirona, doxiciclina, griseofulvina, nortriptilina, fenilbutazona, fenitoína, valproato e varfarina.
A administração de folato, piridoxina, dicumarol e fenilbutazona levam a uma diminuição dos níveis plasmáticos de fenobarbital.
O efeito do fenobarbital pode ser reduzido pela utilização concomitante de preparações contento Hypericum perforatum, atribuindo-se este facto à sua propriedade de induzir enzimas envolvidos na metabolização de determinados fármacos. Assim, as preparações contendo Hypericum perforatum não devem ser utilizadas simultaneamente com o fenobarbital. Caso o doente já se encontre a tomar qualquer tipo de preparação contendo Hypericum perforatum, os níveis séricos de anticonvulsivante devem ser avaliados e deve ser suspensa a utilização de Hypericum perforatum. Pode haver um aumento dos níveis séricos de anticonvulsivante após a

suspensão de Hypericum perforatum, pelo que a dose de anticonvulsivante pode necessitar de ser ajustada.
O efeito de indução enzimática do Hypericum perforatum pode persistir pelo menos durante duas semanas após a suspensão da sua utilização.
Produtos naturais ou extractos vegetais contendo Hypericum perforatum não devem ser utilizados concomitantemente com o fenobarbital, devido ao risco de diminuição das concentrações plasmáticas de fenobarbital, e consequente diminuição dos seus efeitos terapêuticos.

A toma de fenobarbital parece não interferir com os métodos laboratoriais comuns. A indução da glucoronil transferase pelo fenobarbital, leva a uma diminuição dos níveis plasmáticos de bilirrubina.

Ao utilizar Fenobarbital Labesfal com alimentos e bebidas

Álcool em excesso e fenobarbital, interagem aditivamente causando um aumento da sedação.

Gravidez e aleitamento

Grávidas

Todas as mulheres em idade fértil (com possibilidade de engravidar) deverão receber aconselhamento médico especializado antes de iniciarem o tratamento, devido ao aumento do risco de malformações congénitas.
O tratamento com medicamentos anti-epilépticos deverá ser reavaliado sempre que a mulher pretenda engravidar.
O risco de malformações congénitas é 2 a 3 vezes maior nos descendentes de grávidas medicadas com anti-epilépticos. As malformações mais frequentes são dos lábios e cavidade oral, aparelho cardiovascular e tubo neural.
O tratamento com vários medicamentos anti-epilépticos (politerapia) poderá estar associado a um maior risco de malformações congénitas relativamente ao tratamento com um único medicamento (monoterapia). Sempre que possível deverá ser utilizado um regime de medicamento único (monoterapia).
O tratamento com anti-epilépticos não deverá ser interrompido subitamente uma vez que pode aumentar o risco de crises epilépticas com consequências graves para a mãe e/ou para o feto.

A toma de fenobarbital, durante a gravidez, pode levar à hipoprotrombinémia e a uma tendência de hemorragia nos recém-nascidos.
Crianças nascidas de mães que tomam fenobarbital, durante a gravidez, podem manifestar uma série de sinais como hipotonia, irritabilidade e uma tendência a vomitarem.

Lactantes

O fenobarbital é excretado no leite materno, no qual se atingem concentrações de 45% da concentração plasmática do fármaco, na mãe. Por esta razão há que ponderar bem na possibilidade de interrupção da lactação.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

Nos condutores de veículos e utilizadores de máquinas existe o risco de sonolência diurna devida ao emprego deste medicamento, pelo que indivíduos sujeitos a esta terapêutica não devem realizar este tipo de trabalhos em que falta de atenção possa causar acidentes.

Recém - Nascidos

Podem necessitar de 5 - 6 mg/ Kg diários de fenobarbital para atingir um nível plasmático de 15 mg/l (60 µmol/l). No entanto, estas doses de fenobarbital podem atingir o dobro deste nível plasmático.

Crianças

As crianças com menos de 4 anos de idade requerem doses de fenobarbital de 3.1 mg/Kg e crianças mais velhas necessitam de doses de 2,3 mg/Kg para se atingir um nível plasmático da ordem dos 15 mg/l (60 µmol/l).

Idosos

A clearance do fenobarbital diminui nos idosos. De um modo geral, para obter uma dose terapêutica em pessoas com mais de 40 anos, é necessário uma dose de cerca de metade do normal.

Informações importantes sobre alguns componentes de Fenobarbital Labesfal

Este medicamento contém menos do que 1 mmol (23 mg) de sódio por ampola, ou seja, é praticamente ?isento de sódio?.

Como é utilizado?

O fenobarbital é geralmente dado por via oral, uma ou duas vezes ao dia. A lenta eliminação do fenobarbital mostra que existem pequenas flutuações, no plasma e no estado de equilíbrio os níveis mantêm-se constantes num intervalo de pelo menos 24 horas.
No entanto, requerem-se pelo menos 2 semanas até se atingir um novo estado de equilíbrio, após uma modificação na dosagem.
A dose média de fenobarbital, para se atingir um nível plasmático terapêutico de 15 mg/ l (60 µmol/ l), é de 3,1 mg/ Kg (para crianças de 1 mês a 4 anos de idade), 2 - 3 mg/ Kg (para crianças dos 4 - 14 anos de idade), 1,75 mg/ Kg (para pessoas com

idades entre os 14 e os 40 anos) e 0,9 mg/ Kg (para pessoas com mais de 40 anos de idade).
Se a epilepsia não é controlável com níveis plasmáticos no intervalo terapêutico do fenobarbital, deve-se de aumentar a dose com cuidado até se controlarem as convulsões ou até que os efeitos secundários da terapia não sejam aceitáveis, comparativamente com as convulsões do doente.
O fenobarbital, por via I.M., pode ser dado como substituto da via oral. Por vezes não é administrado devido aos problemas de sobredosagem e à lenta eliminação do fármaco.
A administração por via I.M. e a I.V. tem de ser lenta.
A injecção I.M. deve ser limitada a 5,0 ml e a um único local.
Quando em administração I.V., a velocidade da injecção não deve exceder os 60 mg/ min.
A administração continuada de fenobarbital induz o sistema mono-oxigenase hepático. Esta indução causa redução nos níveis plasmáticos de bilirrubina, esteróides endógenos, folato, sais biliares, colesterol e lípidos.
As actividades plasmáticas da gama glutamil transpeptidase e fosfatase alcalina são muitas vezes atingidas. A excreção do ácido D-glutâmico na urina está aumentada.

Se utilizar mais Fenobarbital Labesfal do que deveria

Numa sobredosagem aguda ocorrem: depressão do S.N.C., depressão respiratória e cardiovascular (com hipertensão), arreflexia, leve contracção da pupila (na intoxicação severa, as pupilas podem estar dilatadas), oligúria, taquicardia, hipotermia (seguida de hiperpirexia, durante a recuperação), com coma prolongado. Pode ocorrer síndroma de choque típico (apneia, colapso circulatório, paragem respiratória e morte).
Numa sobredosagem extrema, toda a actividade eléctrica no cérebro pode cessar. O electroencefalograma EEC pode ser liso, mas isto não indica necessariamente morte clínica, a menos que ocorram danos devido a hipóxia, este efeito é reversível. Podem ocorrer complicações devidas a sobredosagem, tais como: pneumonia, edemas pulmonares, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca congestiva e insuficiência renal.

Tratamento:
Após ingestão recente de uma sobredosagem, o estômago deve ser esvaziado através de uma lavagem gástrica e aspiração.
O tratamento é primariamente sintomático e de suporte com particular atenção para a manutenção da função cardiovascular, respiratória e renal e manutenção do balanço hidrolítico.
Vários métodos visando a remoção do fenobarbital (barbitúrico de eliminação lenta) foram empregues, incluindo diurese forçada (quando a função renal está normal), hemodiálise, diálise peritoneal, hemoperfusão através de carvão, mas com excepção desta última, os riscos de tais procedimentos geralmente ultrapassam os benefícios. Hemodiálise e hemoperfusão não são recomendados como procedimento de rotina

mas apenas quando a intoxicação é severa ou quando o paciente é anúrico ou está em coma.
No entanto, dentro dos barbitúricos o fenobarbital é o que sofre diálise com maior eficácia uma vez que é o fenobarbital o que se liga menos às proteínas plasmáticas, o menos lipossolúvel e aquele que é menos extensamente metabolizado. A alcalinização da urina aumenta a excreção renal, especialmente do fenobarbital (o que se consegue com a administração de injecção de dextrose e cloreto de sódio, juntamente com infusão de bicarbonato de sódio para manter o pH urinário a cerca de 7,5).
Se o paciente está consciente pode induzir-se o vómito com xarope de ipecacuanha (tendo o cuidado de prevenir a aspiração pulmonar do vómito); mas isto nem sempre é eficaz pois se o xarope for absorvido pode exacerbar a acção depressiva do barbitúrico. Após se ter completado a emese, pode-se administrar 30 a 60 g de carvão activo num copo de água com sorbitol de modo a prevenir a absorção e a aumentar a excreção do barbitúrico.
Se a emese está contra-indicada pode fazer-se uma lavagem gástrica. Pode administrar-se carvão activo e um catártico salino.

Se parar de utilizar Fenobarbital Labesfal

Cessar a toma de fenobarbital leva ao abaixamento da actividade do sistema hepático mono - oxigenase durante um período de 14 - 21 dias. Este problema está particularmente bem estudado com anticoagulantes cumarínicos como a varfarina. Se a dose de anticoagulante não for ajustada podem ocorrer hemorragias graves.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Quais são os possíveis efeitos secundários?

Como todos os medicamentos, Fenobarbital Labesfal pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Efeitos indesejáveis:
As consequências mais graves de sobredosagem crónica do fenobarbital levam à sedação. Isto usualmente leva a um grau de entorpecimento intelectual e sonolência mas alguns doentes cronicamente sobredoseados podem ficar em depressão, irritados ou agressivos, confusos e desenvolverem dores de cabeça.
Paradoxalmente, as crianças podem, às vezes, ficar hiperactivas. Sobredosagem mais grave pode causar ataxia do andar e graus crescentes de inconsciência. Sobredosagem mínima produz um pequeno declínio intelectual, o que nas crianças se traduz por um gradual declínio nos resultados escolares.
Num uso contínuo, o fenobarbital raramente é responsável por anemia macrocítica, hipocalcémia e osteomalácia e possível contracção de Dupuytren.

Efeitos Adversos Sintomáticos:
O fenobarbital ocasionalmente causa uma variedade de rashs cutâneos.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como deve ser guardado?

Conservar a temperatura inferior a 25° C.
Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Fenobarbital Labesfal após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após ?VAL.?. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

Mais informações

Qual a composição de Fenobarbital Labesfal

A substância activa é o fenobarbital sódico.

Os outros componentes são:
Todas as dosagens contêm propilenoglicol e água para preparações injectáveis. As seguintes dosagens também contêm EDTA:
Fenobarbital Labesfal, 100 mg/2 ml;
Fenobarbital Labesfal, 200 mg/1 ml.

Qual o aspecto de Fenobarbital Labesfal e conteúdo da embalagem

Solução injectável para administração IM/IV.
As ampolas são colocadas em suportes apropriados e acondicionadas em caixas de cartão resistente. Apresentações e dosagens:

200 mg/1 ml ampolas de 1 ml com 50 e 100 ampolas;
100 mg/1 ml ampolas de 1 ml com 50 e 100 ampolas;
200 mg/2 ml ampolas de 2 ml com 50 e 100 ampolas;
40 mg/1 ml ampolas de 1 ml com 50 e 100 ampolas.

Para uso pediátrico:
100 mg/2 ml ampolas de 2 ml com 50 e 100 ampolas;
30 mg/2 ml ampolas de 2 ml com 50 e 100 ampolas.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.
3465-051 Campo de Besteiros
Portugal

Fabricante:

Labesfal - Laboratórios Almiro, S.A.
Zona Industrial do Lagedo
3465-157 Santiago de Besteiros
Portugal

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O conteúdo apresentado não substitui a bula original do medicamento, especialmente no que diz respeito à dosagem e efeito dos produtos individuais. Não podemos assumir qualquer responsabilidade pela exactidão dos dados, uma vez que os dados foram parcialmente convertidos automaticamente. Um médico deve ser sempre consultado para diagnósticos e outras questões de saúde. Mais informações sobre este tópico podem ser encontradas aqui.

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