Paclitaxel Sandoz

Código ATC
L01CD01
Paclitaxel Sandoz

Sandoz Farmacêutica, Lda.

Substância(s)
Paclitaxel
Narcótica
Não
Grupo farmacológico Alcalóides vegetais e outros produtos naturais

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Tudo para saber

Titular da autorização

Sandoz Farmacêutica, Lda.

O que é e como se utiliza?

O paclitaxel é usado no tratamento do cancro. Pode ser utilizado sozinho mas é mais comum ser utilizado em associação com outros agentes anti-cancro.
É utilizado no tratamento de:
Cancro do ovário: com cisplatina, após operação inicial.
Tratamento de segunda linha do carcinoma metastático do ovário após a terapêutica com agentes contendo platina ter falhado.
Cancro da mama: Tratamento do cancro metastático da mama como alternativa à terapia standard com agentes contendo antraciclina (em casos em que a terapia standard falhe ou porque por alguma razão não possa recebê-la).
Cancro das células não-pequenas do pulmão: Tratamento do cancro das células não-pequenas do pulmão (NSCLC) em combinação com a cisplatina, se a operação ou radioterapia não é possível.
Sarcoma de Kaposi em doentes com SIDA

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O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?

Não utilize Paclitaxel Sandoz

  • se apresenta hipersensibilidade (alergia) ao paclitaxel ou a qualquer um dos outros componentes do Paclitaxel ?SANDOZ?.
  • se teve alguma reacção grave de hipersensibilidade ao paclitaxel ou a qualquer outro componente do Paclitaxel ?SANDOZ?, especialmente ao ricinoleato de macrogolglicerilo.
  • se tem um número de neutrófilos (tipo especial de glóbulos brancos) < 1500/mm3
  • se está grávida ou em período de aleitamento

Tome especial cuidado com Paclitaxel Sandoz

  • Paclitaxel deve ser administrado sob vigilância de um médico qualificado e com experiência no tratamento de neoplasias. A administração de paclitaxel deve ser efectuada num hospital ou enfermaria.
  • A administração intra-arterial de paclitaxel deve ser evitada.
  • Dado que podem ocorrer reacções de hipersensibilidade significativas (caracterizadas por dificuldades respiratórias, tonturas que requerem tratamento, inchaço dos lábios e língua e exantema generalizado), deve estar disponível equipamento de suporte adequado. Deve ser monitorizado durante a administração de paclitaxel. A monitorização regular dos sinais vitais cardiovasculares e respiratórios é especialmente importante durante a primeira hora.
  • Antes da administração de paclitaxel deve ser pré-medicado com corticosteróides, anti- histamínicos e antagonistas dos receptores H2. No entanto, em menos de 1% dos casos ocorreram reacções de hipersensibilidade significativas mesmo após pré-medicação adequada. Neste caso, não deve receber este medicamento novamente.
  • Se apresentar reacções de hipersensibilidade ligeiras, e. g. reacções cutâneas, afrontamentos, alguma falta de ar, pressão sanguínea baixa ou ritmo cardíaco acelerado, não tem de parar o tratamento com paclitaxel.
  • Paclitaxel deve ser administrado antes da cisplatina quando utilizado em associação.
  • A sua contagem sanguínea (especialmente dos glóbulos bancos) deve ser monitorizadacontinuamente.
  • Cuide dos seus dentes; se possível não vá ao dentista durante o tratamento, uma vez quecorre o risco de sangramento ou contrair uma infecção.
  • O tratamento com paclitaxel geralmente não é recomendado se:
  • o seu fígado não tiver funcionamento normal (insuficiência hepática)
  • tiver uma infecção aguda causada pelo vírus herpes zoster, ou outra infecção grave
  • a sua medula ósseafor incapaz de produzir quantidades normais de células sanguíneas (depressão medular)
  • for submetido a outro tipo de quimioterapia ou radiação
  • o seu ritmo cardíaco for irregular ou tiver sofrido um ataque cardíaco
  • Quando o paclitaxel é utilizado em combinação com cisplatina no cancro do pulmão, émais provável que ocorram problemas nos nervos (efeitos adversos neurológicos).
  • Por favortenha em conta que o Paclitaxel ?SANDOZ? contém álcool, a difenidramina administrada antes do tratamento pode intensificar os efeitos do álcool.

Utilizar Paclitaxel Sandoz com outros medicamentos
A terapia associada com outros medicamentos utilizados no tratamento do cancro ou radioterapia podem intensificar os efeitos do paclitaxel na medula óssea.

O paclitaxel deve ser sempre administrado antes da cisplatina; quando administrado depois da cisplatina, o paclitaxel é eliminado mais lentamente e o efeito na medula óssea é mais acentuado.
A pré-medicação com cimetidina não influencia a eliminação do paclitaxel. O cetoconazol e o paclitaxel podem ser administrados conjuntamente sem ajuste de dose. Não deve ser vacinado com vacinas vivas (e. g. vacina oral da poliomielite); deve igualmente evitar o contacto com pessoas que tenham recebido recentemente imunização deste tipo.

Gravidez e aleitamento
Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento. Não existem dados suficientes sobre a utilização de paclitaxel em mulheres grávidas. No entanto, tal como outros medicamentos citotóxicos, paclitaxel pode prejudicar o seu bebé quando administrado durante a gravidez. Portanto não deve utilizar paclitaxel se estiver grávida.
Se engravidar durante o tratamento, informe imediatamente o seu médico. Desconhece-se se o paclitaxel é excretado no leite materno. Contudo, o aleitamento deve ser suspenso durante o período de tratamento com paclitaxel.

Condução de veículos e utilização de máquinas
Não conduza ou utilize quaisquer ferramentas ou máquinas porque o paclitaxel contém álcool; logo, a administração de paclitaxel pode interferir com a capacidade de conduzir e utilizar máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes do Paclitaxel Sandoz O ricinoleato de macrogolglicerilo pode causar reacções alérgicas graves. O Paclitaxel Sandoz contém 50,5% (V/V) de etanol, cada ml de produto contém 0,5 ml de etanol, equivalente a 10 ml de cerveja e 4,2 ml de vinho.
É prejudicial para os doentes alcoólicos.
Pelo seu conteúdo em etanol, a utilização deste produto deve ser avaliada em mulheres grávidas ou lactentes, crianças e grupos de alto risco, como doentes com doenças hepáticas ou epilepsia.
A quantidade de álcool neste produto pode alterar os efeitos de outros medicamentos.

Como é utilizado?

O medicamento ser-lhe-á administrado por pessoal médico; não o utilize pessoalmente.

Se tomar mais Paclitaxel Sandoz do que deveria

Se ocorrer sobredosagem ou se sentir efeitos secundários marcados contacte imediatamente o seu médico.
Desconhece-se o antídoto para a sobredosagem pelo paclitaxel. As principais complicações que se prevêem numa sobredosagem seriam depressão medular, neurotoxicidade periférica e mucosite.

Quais são os possíveis efeitos secundários?

Como todos os medicamentos, o Paclitaxel Sandoz pode causar efeitos secundários, no entanto, estes não se manifestam em todas as pessoas.
Resultados de ensaios clínicos demonstram que o paclitaxel é geralmente bem tolerado, se as doses e ciclos terapêuticos forem respeitados.
A frequência e gravidade dos efeitos adversos são dependentes da dose e do estado de saúde geral (avaliado a quando do diagnóstico).
Os efeitos secundários não dependem da idade ou tipo de cancro.
Os dados de segurança seguintes são relativos a pacientes com cancro do ovário ou mama tratados com 175 mg/m2 de paclitaxel em monoterapia por perfusão de 3 horas.

Infecções
Muito frequentes:
As infecções mais frequentes estão relacionadas com a redução glóbulos brancos (neutropenia) e podem incluir infecções da vagina ou bexiga, infecções do pulmão e infecção no sangue (sepsis).

Doenças do sangue
Muito frequentes:
Número de glóbulos brancos muito reduzido (neutropenia grave), número reduzido de plaquetas (trombocitopenia) e número reduzido de glóbulos vermelhos (anemia). A supressão da medula óssea (mielossupressão) é menos frequente e grave em perfusão de 3 horas do que em regime de perfusão durante 24 horas.
Muito raros
Foram reportados um caso de leucemia mielóide aguda e um caso de síndrome mielodisplásico.

Reacções alérgicas
Muito frequentes:
34% dos pacientes apresentaram reacções menores (17% de todos os ciclos), principalmente rubor e exantema; estas não necessitaram intervenção terapêutica, nem impediram a continuação do tratamento com paclitaxel.
Frequentes:
Após a pré-medicação apropriada, ocorreu em 2 doentes (< 1%) uma reacção significativa de hipersensibilidade (caracterizada por pressão arterial baixa com necessidade de tratamento, inchaço dos lábios e língua, dificuldades respiratórias com necessidade de tratamento, ou exantema generalizado).

Doenças do sistema nervoso
Muito frequentes:

Dois terços dos doentes manifestaram neuropatia periférica moderada, manifestada principalmente por formigueiro, entorpecimento ou dormência na pele (parestesia). Frequentes:
5% dos doentes reportaram neuropatia periférica grave.
Em pacientes com carcinoma avançado das células não-pequenas do pulmão, a incidência de neuropatia periférica grave é ligeiramente superior (6%). Com o aumento da exposição a um maior número de ciclos de tratamento com paclitaxel, pode haver uma maior incidência de neuropatia periférica. Neuropatias pré-existentes resultantes de tratamentos anteriores não são uma contra-indicação para a terapia com paclitaxel; contudo, sintomas neuropáticos já presentes, podem ser amplificados devido ao efeito tóxico cumulativo. Os sintomas de neuropatia sensorial melhoram geralmente vários meses após a descontinuação do paclitaxel.
Muito raros
Foram reportadas convulsões, lesões cerebrais (encefalopatia), complicações na capacidade motora (fraqueza distal), paralisação do intestino (íleo paralítico) e, vertigens (hipotensão ortostática).

Afecções oculares
Muito raros:
Distúrbios na visão (escotoma cintilante) foram igualmente reportados, particularmente em doentes que receberam doses mais elevadas do que as recomendadas. Geralmente, estes efeitos são reversíveis.

Cardiopatias
Muito frequentes:
Foi reportada tensão baixa (hipotensão) e diminuição da frequência cardíaca (bradicardia) em 22% e 5% dos doentes, respectivamente. O nível de alteração foi normalmente moderado e não houve necessidade de intervenção terapêutica.
Pouco frequentes:
Foram observados ECGs fora do normal. Na maioria dos casos, não foi possível definir uma relação clara entre o paclitaxel e as alterações do ECG, estas alterações eram de pouca ou nenhuma relevância clínica.
Muito raros:
Foi descrita tensão alta (hipertensão) em casos muito raros. Foi reportada hipotensão associada a choque séptico e trombose grave (trombose nas extremidades superiores e tromboflebite).
Durante o tratamento com paclitaxel podem ocorrer as seguintes complicações cardíacas: batimento cardíaco acelerado (taquicardia juncional ventricular, taquicardia com bigeminia), alteração do ritmo cardíaco (bloqueio AV), desmaio repentino (sincope), deterioração da função cardíaca (cardiomiopatia, insuficiência cardíaca congestiva), enfarte do miocárdio e tensão baixa (hipotensão). Estes efeitos ocorrem mais frequentemente em doentes que tomaram outros medicamentos quimioterapêuticos, nomeadamente antraciclinas, ou em pacientes com carcinoma avançado das células não-pequenas do pulmão. (Ver Advertências e precauções especiais de utilização no Resumo das Características do Medicamento)

Doenças gastrointestinais
Muito frequentes:
Os efeitos adversos gastrointestinais reportados foram geralmente ligeiros a moderados: náuseas/vómitos, diarreia e inflamação das gengivas (mucosite) em 40%, 30% e 20% dos doentes, respectivamente.
Raros:
Foram reportados casos de obstrução/perfuração do intestino e trombose mesentérica, incluindo colite isquémica.
Foi reportada inflamação dos intestinos (enterocolite neutropénica) durante irradiação concomitante.

Afecções hepatobiliares
Frequentes:
Foram reportadas elevações graves (> 5x valores normais) nas enzimas hepáticas (AST (SGOT) e fosfatase alcalina) em 5 e 4% dos doentes, respectivamente.
Pouco frequentes:
Foi reportada uma elevação grave (> 5x valores normais) de bilirrubina em 1% dos doentes.
Muito raros:
Foram reportados danos hepáticos graves (necrose hepática), alteração da função cognitiva (encefalopatia hepática) e inchaço dos tornozelos (edema periférico).

Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneas
Muito frequentes:
Queda de cabelo (alopecia) foi reportada por quase todos os pacientes.
Muito raros:
Inflamação e descamação da pele (dermatite exfoliativa).
Foram reportados danos graves na pele (síndroma de Steven-Johnson, necrólise epidérmica) e inflamação aguda da pele (eritema multiforme). Não é conhecido se as circunstâncias contribuíram para a ocorrência destes efeitos adversos.

Afecções músculo-esqueléticas e dos tecidos conjuntivos
Muito frequentes:
60% dos pacientes reportaram dores nas articulações (artralgia) ou dores nos músculos (mialgia). As dores desenvolveram-se 2 a 3 dias após o tratamento e desapareceram em 5 dias.

Perturbações gerais e alterações no local de administração
Muito frequentes:
Reacções no local de injecção com inchaço (edema localizado), dor, vermelhidão (eritema) e endurecimento (induração) foram reportadas em 13% dos doentes. Raros:
A reincidência de reacções cutâneas num local de extravasamento anterior (perfusão anormal para o tecido) após administração de paclitaxel num local diferente ? fenómeno de sensibilização ? foi raramente reportada.

Foi reportada inflamação do tecido subcutâneo (celulite) e perda da coloração da pele (despigmentação) após extravasamento.

Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicações
Muito raros:
Em doentes que receberam radioterapia concomitantemente foi reportada pneumonite por radiações.

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como deve ser guardado?

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Paclitaxel Sandoz após o prazo de validade impresso na embalagem exterior.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

Mais informações

Qual a composição de Paclitaxel ?SANDOZ?

A substância activa é paclitaxel
Os outros componentes são ricinoleato de macrogolglicerol e etanol, anidro.

Qual o aspecto de Paclitaxel Sandoz e conteúdo da embalagem

Frasco para injectáveis de vidro branco tipo I, Ph. Eur. com capacidade de 5 ml; 16,7 ml, 25 ml, 50 ml ou 100 ml. O frasco é acondicionado na numa caixa de cartão.

Os frascos contêm 30 mg, 100 mg, 150 mg, 300 mg ou 600 mg de paclitaxel em solução de 6 mg/ml.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado:

Fabricante:

EBEWE Pharma Ges.m.b.H. Nfg. KG
4866 Unterach
Áustria

Este folheto foi aprovado pela última vez em

A informação que se segue destina-se apenas aos médicos e aos profissionais dos cuidados de saúde:

Manipulação
Tal como todos os citostáticos, paclitaxel deve ser manipulado com precaução.

Mulheres grávidas ou mulheres em idade fértil têm de ser avisadas para evitarem o manuseamento de citostáticos

A diluição deve ser preparada em condições assépticas por pessoal especializado numa área especialmente destinada a esse fim. O contacto com a pele e as mucosas deve ser evitado. No caso de contacto com a pele, a área deve ser lavada com sabão e água. Após a exposição tópica tem-se observado sensação de formigueiro, ardor e vermelhidão. No caso de contacto com as mucosas, estas devem ser completamente lavadas com bastante água. Após a inalação foi referida dispneia, dor torácica, sensação de ardor na garganta e náuseas.

Se o frasco para injectáveis fechado for colocado no frigorífico, pode formar-se um precipitado que se dissolve com uma ligeira agitação, ou mesmo sem agitação, depois de atingir a temperatura ambiente. A qualidade do produto não é afectada. Deve inutilizar o frasco para injectáveis se a solução se mantiver turva ou se notar um precipitado que não se dissolve.

Após a entrada múltipla de agulhas para retirar o produto do frasco, os frascos para injectáveis mantêm a estabilidade microbiológica, química e física durante até 28 dias a 25 °C. Outras condições e tempos de armazenagem durante a utilização são da responsabilidade do utilizador.

Preparação para administração IV: antes da perfusão, paclitaxel tem de ser diluído, utilizando técnicas assépticas, com cloreto de sódio a 0,9%, dextrose a 5%, dextrose a 5% e cloreto de sódio a 0,9% ou dextrose a 5% em solução de Ringer para uma concentração final de 0,3 a 1,2 mg/ml.

Foi demonstrada estabilidade química e física, durante a utilização da solução preparada para perfusão, a 5 °C e a 25 °C durante 48 horas quando diluída em solução de dextrose a 5% ou em cloreto de sódio para injectáveis a 0,9%. Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser utilizado de imediato. Se não for utilizado de imediato, os tempos e as condições de conservação após abertura e antes da utilização são da responsabilidade do utilizador e, normalmente, não devem exceder 24 horas a 2° C a 8 ° C, a não ser que a diluição tenha sido efectuada em condições assépticas controladas e validadas. Após a diluição, a solução é apenas para uma utilização.

Após a preparação, a solução pode apresentar turvação, que se atribui ao veículo da formulação não sendo removida por filtração. Paclitaxel deve ser administrado através dum filtro inserido no sistema de administração, com uma membrana de microporos < a 0,22 m. Não foram observadas perdas significativas de potência após o fornecimento simulado da solução através de um sistema IV com um filtro inserido.

Existem relatos, raros, de precipitação durante a perfusão de paclitaxel, em geral, no final do período de uma perfusão de 24 horas. Se bem que não esteja esclarecida a causa desta precipitação, admite-se que esteja ligada à sobresaturação da solução diluída. Para reduzir

  • risco de precipitação o paclitaxel deve ser administrado logo após a diluição, devendo evitar-se a agitação ou vibração excessivas. Antes de usar, os sistemas de perfusão devem ser corridos com a solução. Durante a perfusão deve observar-se o aspecto da solução periodicamente e a perfusão deve ser interrompida se ocorrer precipitação.

Para reduzir a exposição do doente ao DEHP [di-(2-etilhexil)ftalato], que pode ser deslocado dos sacos de perfusão, sistemas de administração ou outros instrumentos médicos plastificados com PVC, as soluções diluídas de paclitaxel devem ser armazenadas em frascos sem PVC (vidro, polipropileno) ou em sacos de plástico (polipropileno, poliolefina) e administradas através de sistemas de administração revestidos com polietileno. O uso de filtros (p. ex. IVEX-2®), que incorporam a entrada e/ou saída de tubos PVC, não resultou na deslocação importante de DEHP.

Eliminação:
Todo o material utilizado na preparação, na administração ou que entre em contacto com

  • paclitaxel deve ser tratado de acordo com as normas locais para a manipulação dos citostáticos. Os produtos não utilizados ou os resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Extravasamento
Parar imediatamente a injecção/infusão
Substituir a seringa ou lead para perfusão com seringas de 5 ml descartáveis e aspirar devagar o máximo possível da substância extravasada: ATENÇÃO! Não exercer pressão na zona de extravasamento
Remover o acesso i.v. enquanto se aspira
Controlo regular (a posteriori)

Incompatibilidades
O ricinoleato de macrogolglicerilo pode produzir a deslocação do DEHP a partir de recipientes de cloreto de polivinilo (PVC), em níveis que aumentam com o tempo e com a concentração. Consequentemente, a preparação, a conservação e a administração do paclitaxel diluído devem ser feitas utilizando equipamento sem PVC.

Administração
Todos os doentes devem ser pré-medicados com corticosteróides, anti-histamínicos e antagonistas dos receptores H2 antes da administração de paclitaxel.
O paclitaxel deve ser administrado através de um filtro, incluído no sistema de perfusão, com uma membrana de microporos < 0,22 m.
A dose de paclitaxel recomendada é de 100 mg/m2 a 175 mg/m2 administrado por um período de 3 horas dependendo da indicação.

Armazenamento e prazo de validade
3 anos

Após abertura antes da diluição
Foi demonstrada estabilidade química e física, após a entrada múltipla de agulhas para retirada do produto, durante 28 dias a 25°C.
Do ponto de vista microbiológico, o medicamento pode ser conservado após a abertura, no máximo, 28 dias a 25°C. Outras condições e tempos de armazenagem durante a utilização são da responsabilidade do utilizador.

Após diluição
Está documentada a estabilidade química e física, após diluição durante 48 horas a 25 ºC e 2-8 ºC.
Do ponto de vista microbiológico, o medicamento deve ser utilizado de imediato. Se não for utilizado de imediato, os tempos e as condições de conservação após abertura e antes da utilização são da responsabilidade do utilizador e, normalmente, não devem exceder 24 horas a 2 a 8 ° C, a não ser que a diluição tenha sido efectuada em condições assépticas controladas e validadas.

Precauções especiais de conservação

Este medicamento não requer quaisquer condições de armazenamento especiais.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

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O conteúdo apresentado não substitui a bula original do medicamento, especialmente no que diz respeito à dosagem e efeito dos produtos individuais. Não podemos assumir qualquer responsabilidade pela exactidão dos dados, uma vez que os dados foram parcialmente convertidos automaticamente. Um médico deve ser sempre consultado para diagnósticos e outras questões de saúde. Mais informações sobre este tópico podem ser encontradas aqui.

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