Adt

Código ATC
N06AA09
Adt

Generis Farmacêutica

Medicamentos padrão Humano
Narcótica
Não
Data de aprovação 14.02.1962
Grupo farmacológico Antidepressivos

Anúncio

Tudo para saber

Titular da autorização

Generis Farmacêutica

O que é e como se utiliza?

Indicações terapêuticas

A principal indicação terapêutica do ADT é o tratamento de estados depressivos. As depressões são caracterizadas por falta de resposta ao meio ambiente, acontecimentos ou relações pessoais, e ainda por outros sintomas como perda do apetite, falta de energia, lentidão psíquica, diminuição da produtividade, alterações do sono e da atividade motora. É de referir a particular importância da amitriptilina nas depressões ansiosas e a sua eficaz ação ansiolítica.

ADT também está indicado na enurese noturna em que foi excluída a existência de patologia orgânica.

Anúncio

O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?

Não tome ADT

  • Se tem alergia à amitriptilina ou a qualquer outro componente deste medicamento (indicados na secção 6).
  • Se está a tomar antidepressivos tricíclicos ou IMAO: ADT não deve ser administrado simultaneamente com inibidores da monoaminoxidase. Têm ocorrido crises hiperpiréticas, convulsões graves e morte em

doentes tratados simultaneamente com antidepressivos tricíclicos e IMAO.

- Se teve enfarte do miocárdio: não deve ser tomar ADT durante a fase de recuperação aguda após um enfarte do miocárdio.

Advertências e precauções

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar ADT.

- Se está a tomar medicamentos que contêm buprenorfina. A utilização destes medicamentos juntamente com ADT pode causar síndrome serotoninérgica, uma condição potencialmente fatal (ver "Outros medicamentos e ADT").

Quando, em caso de substituição da terapêutica com IMAO, o tratamento com ADT só deverá ser iniciado duas semanas (14 dias) após a suspensão do IMAO, de modo a evitar um possível efeito de potenciação. O tratamento com ADT deve ser iniciado com precaução nestes doentes, elevando-se gradualmente a dose até se obter uma resposta satisfatória (ver secção 2, "Outros medicamentos e ADT" e "ADT com alimentos e bebidas").

Se tem história de crises convulsivas, retenção urinária, hipertrofia prostática, glaucoma de ângulo fechado ou hipertensão intraocular: a amitriptilina deve ser administrada com precaução em doentes com história de crises convulsivas, com perturbações da função hepática e, devido à sua ação atropínica, em doentes com história de retenção urinária, hipertrofia prostática, glaucoma de ângulo fechado ou hipertensão intraocular. Nos doentes com glaucoma de ângulo fechado, mesmo as doses terapêuticas habituais podem precipitar um aumento da pressão intraocular. Se possível, o tratamento com amitriptilina deve ser interrompido vários dias antes de uma intervenção cirúrgica. No entanto, caso não seja possível, o anestesista deve ser informado de que o doente está medicado com amitriptilina, uma vez que a anestesia pode aumentar o risco de hipotensão e de arritmias.

Se tem perturbações cardiovasculares: os doentes com perturbações cardiovasculares devem ser cuidadosamente vigiados dado que a amitriptilina pode provocar arritmias, taquicardia sinusal e alterações da condutibilidade pois, por um efeito tipo quinidina, pode ocorrer aumento do tempo de condução, mas pela ação anticolinérgica pode ocorrer o contrário.

Se tem hipertiroidismo ou se está a ser tratado com medicamentos para a tiroide ou com agentes anticolinérgicos: nestes doentes é necessário efetuar uma monitorização cuidadosa.

Quando, em caso de terapêutica por eletrochoque: os perigos da terapêutica por eletrochoque podem ser potenciados pela administração concomitante da amitriptilina. Assim, este tratamento concomitante deve ser limitado aos doentes em que seja considerado absolutamente essencial. Durante o tratamento, o risco de suicídio nos doentes deprimidos mantém-se até se atingir uma situação de remissão significativa, pelo que estes doentes devem ser cuidadosamente vigiados.

Nos estados de psicose maníaco-depressiva, os doentes deprimidos podem transitar para a fase maníaca se forem tratados com um agente antidepressivo tricíclico. Os doentes que apresentam sintomatologia paranoide podem manifestar exacerbação dos sintomas. Nestes casos, pode administrar-se concomitantemente um tranquilizante ou reduzir a dose de amitriptilina.

Pensamentos relacionados com o suicídio e agravamento da sua depressão ou distúrbio de ansiedade

Se se encontra deprimido e/ou tem distúrbios de ansiedade poderá por vezes pensar em se autoagredir ou até suicidar. Estes pensamentos podem aumentar no início do tratamento com antidepressivos, pois estes medicamentos necessitam de tempo para atuarem. Normalmente os efeitos terapêuticos demoram cerca de duas semanas a fazerem-se sentir, mas por vezes pode demorar mais tempo.

Poderá estar mais predisposto a ter este tipo de pensamentos nas seguintes situações:

  • Se tem antecedentes de ter pensamentos acerca de se suicidar ou se autoagredir.
  • Se é um jovem adulto. A informação proveniente de estudos clínicos revelou um maior risco de

comportamento suicídio em indivíduos adultos com menos de 25 anos com problemas psiquiátricos tratados com antidepressivos.

Se em qualquer momento vier a ter pensamentos no sentido de autoagressão ou suicídio deverá contactar o seu médico ou dirigir-se imediatamente ao hospital.

Poderá ser útil para si comunicar a uma pessoa próxima de si ou a um familiar que se encontra deprimido ou que tem distúrbios de ansiedade e dar-lhes este folheto a ler. Poderá também solicitar-lhes que o informem caso verifiquem um agravamento do seu estado de depressão ou ansiedade, ou se ficarem preocupados com alterações no seu comportamento.

Foram comunicados um problema de coração chamado “intervalo QT prolongado” (que é revelado no seu eletrocardiograma, ECG) e afeções do ritmo cardíaco (batimento cardíaco rápido ou irregular) com ADT. Fale com o seu médico se:

  • tem um ritmo cardíaco lento,
  • teve ou tem um problema no qual o seu coração não consegue bombear o sangue em redor do corpo tão bem como deveria (uma condição chamada insuficiência cardíaca),
  • está a tomar qualquer outra medicação que possa provocar problemas no coração, ou
  • tem um problema que determine um nível baixo de potássio ou magnésio ou um nível elevado de potássio no seu sangue.

Crianças e adolescentes

Cloridrato de amitriptilina não deve ser administrado para o tratamento da depressão em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos. Não foi demonstrada eficácia dos antidepressivos tricíclicos em estudos com doentes deste grupo etário com depressão. Os estudos com outros grupos de antidepressivos, nomeadamente os Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina, demonstraram que estes medicamentos estavam relacionados com ideação suicida, autoagressividade e hostilidade. O risco de ocorrência destas reações não pode ser excluído para cloridrato de amitriptilina. Adicionalmente, cloridrato de amitriptilina está associado ao risco de eventos adversos cardiovasculares em todos os grupos etários.

Para além do exposto, não existem ainda disponíveis dados de segurança de utilização a longo prazo em crianças e adolescentes no que concerne ao crescimento, maturação e desenvolvimento cognitivo e comportamental (ver também secções "Efeitos indesejáveis possíveis" e "Se tomar mais ADT do que deveria").

Outros medicamentos e ADT

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, ou tiver tomado recentemente, ou se vier a tomar outros medicamentos.

Alguns medicamentos podem afetar a ação de outros medicamentos e isto, por vezes, pode causar efeitos indesejáveis graves. Não tome nenhum outro medicamento enquanto estiver a tomar ADT sem falar primeiro com o seu médico, especialmente:

- Medicamentos que contêm buprenorfina. Estes medicamentos podem interagir com ADT e poderá experienciar sintomas tais como contrações rítmicas involuntárias dos músculos, incluindo os músculos que controlam o movimento dos olhos, agitação, alucinações, coma, transpiração excessiva, tremor, exagero de reflexos, aumento da tensão muscular, temperatura corporal acima de 38°C. Contacte o seu médico se experienciar estes sintomas.

  • Depressores do SNC (álcool, barbitúricos): a amitriptilina pode potenciar o efeito depressor sobre o SNC, dando origem a depressão respiratória. Por outro lado, os barbitúricos podem diminuir o efeito antidepressivo da amitriptilina.
  • Outros antidepressivos: a administração concomitante de antidepressivos com modos de ação diferentes apenas deve ser efetuada com o devido conhecimento da possibilidade de potenciação e com completo domínio da farmacologia de ambos os fármacos.
  • Anticolinérgicos e anti-histamínicos: a amitriptilina pode potenciar os efeitos anticolinérgicos destes fármacos. O aumento da atividade anticolinérgica pode provocar íleus paralítico, visão turva e afetar a pressão intraocular nos doentes com glaucoma.
  • Clonidina e guanetidina: a amitriptilina pode antagonizar o efeito antihipertensor destes fármacos, pelo que a sua administração concomitante não é recomendada. Os antidepressivos tricíclicos bloqueiam a absorção da guanetidina e de outros compostos com ação semelhante, pelo que poderá ser necessário proceder ao ajustamento da dose destes fármacos. É aconselhável rever a terapêutica antihipertensiva durante o tratamento com antidepressivos tricíclicos.

  • Estrogénios: falta de resposta antidepressiva e toxicidade tricíclica.
  • IMAO: podem potenciar os efeitos dos antidepressivos tricíclicos, tais como a amitriptilina, podendo ocorrer crises de hiperpirexia, convulsões graves e morte.
  • Agentes simpaticomiméticos (adrenalina, efedrina, isoprenalina, noradrenalina): pode haver potenciação dos efeitos pressores e cardíacos dos simpaticomiméticos, a qual pode ser fatal.
  • Fármacos que atuam na tiroide: aumenta a possibilidade de ocorrência de arritmias.
  • Dissulfiram: foi relatado delírio em doentes medicados concomitantemente com dissulfiram e

amitriptilina.

  • Fármacos metabolizados pelo citocromo P450 2D6: a utilização concomitante de antidepressivos tricíclicos com fármacos que podem inibir o CYP P450 2D6 (ex.: quinidina, cimetidina) e fármacos que são substrato para o P450 2D6 (ex. amitriptilina) pode requerer doses menores do que as normalmente prescritas para a amitriptilina ou para o outro fármaco. Pode ser necessário o ajuste da dose.
  • Reserpina: a amitriptilina pode antagonizar os efeitos da reserpina.
  • Etcorvinol: a utilização concomitante de amitriptilina com doses elevadas de etcorvinol deve ser efetuada com cuidado. Tem sido relatado delírio passageiro em doentes tratados com 1 g de etcorvinol e 75-100 mg

de amitriptilina.

  • Anticonvulsivantes: redução da eficácia do controlo das convulsões nos doentes epiléticos.
  • Analgésicos: a amitriptilina pode aumentar o risco de crises convulsivas em doentes medicados com tramadol.
  • Antipsicóticos: podem aumentar as concentrações plasmáticas da amitriptilina.
  • Fármacos indutores da serotonina: pode ocorrer “síndrome da serotonina”.
  • Ácido valpróico.

ADT com alimentos e bebidas

O álcool é um depressor do SNC. A amitriptilina pode potenciar o efeito depressor sobre o SNC, dando origem a depressão respiratória. Ver também secção Tomar ADT com outros medicamentos.

Gravidez e amamentação

Se está grávida ou a amamentar, se pensa estar grávida ou planeia engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.

A segurança da amitriptilina durante a gravidez ainda não está estabelecida.

Não é recomendada a utilização da amitriptilina durante a gravidez, a menos que, na opinião do médico, os possíveis benefícios justifiquem os potenciais riscos para o feto.

A amitriptilina e o seu principal metabolito, a nortriptilina, passam para o leite materno em concentrações semelhantes às plasmáticas. Devido à possibilidade de reações adversas graves nas crianças, a mãe deverá interromper a amamentação ou suspender o medicamento.

Condução de veículos e utilização de máquinas

ADT pode afetar as capacidades mentais necessárias à execução de determinadas tarefas, tais como a condução de veículos ou a manipulação de máquinas.

ADT contém sódio

Este medicamento contém menos de 1 mmol (23 mg) de sódio por comprimido revestido, ou seja, é praticamente "isento de sódio".

ADT 25 mg e ADT 75 mg contém o corante tartrazina (E 102)

Pode causar reações alérgicas.

Como é utilizado?

Tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose habitual/média do tratamento é indicada na posologia.

O medicamento é administrado por via oral.

Posologia na depressão

Posologia inicial:

A posologia média é de 25 mg, três vezes ao dia, às refeições. Se necessário, pode-se aumentar até 150 mg diários. Os aumentos devem fazer-se de preferência nas doses ao fim da tarde ou ao deitar.

O efeito do ADT manifesta-se após alguns dias, sendo o efeito pleno atingido após 2 a 3 semanas.

Pode haver outros métodos alternativos para o início da terapêutica:

Uma dose de 50 a 100 mg de amitriptilina de preferência à tarde ou ao deitar podendo ser aumentada até 150 mg por dia.

Uma dose de 75 mg de preferência à tarde ou ao deitar, e aumentar, se necessário, para 150 mg ao deitar ou 75 mg de manhã mantendo o 75 mg à noite.

Para doentes adolescentes e idosos são recomendadas doses mais baixas, de 50 mg diários, que podem ser administrados em doses fracionadas ou numa dose única, de preferência ao fim do dia ou ao deitar.

Posologia de manutenção:

As doses de manutenção são de 50 a 100 mg diários de preferência ao fim da tarde ou ao deitar.

Logo que possível, a posologia deve ser reduzida até se atingir a dose mínima que permita obter o alívio dos sintomas.

A terapêutica de manutenção deve ser efetuada durante 3 meses ou mais, para diminuir a possibilidade de uma recaída.

Utilização em crianças e adolescentes: ADT não é recomendado para o tratamento da depressão em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade.

Posologia na enurese

Crianças dos 6 aos 10 anos: A dose deverá ser ajustada de acordo com o peso e a idade, podendo dar-se 10 a 20 mg diários.

Crianças dos 11 aos 16 anos: pode ser necessária uma dose entre 25 e 50 mg diários. A maioria destes doentes responde nos primeiros dias de tratamento e a tendência é para a intensificação das melhorias devendo continuar-se o tratamento para conservar a resposta até que se estabeleça o controlo. O tratamento não deve exceder os 3 meses.

As doses de amitriptilina recomendadas no tratamento da enurese são baixas comparadas com as usadas no tratamento da depressão, mesmo que se atenda às diferenças de idade e peso.

Nunca se deve exceder a dose recomendada.

Crianças: ADT não é recomendado para o tratamento da enurese em crianças com menos de 6 anos de idade.

Se tomar mais ADT do que deveria

A sobredosagem com antidepressivos tricíclicos pode provocar disritmias cardíacas, hipotensão grave, convulsões, depressão do SNC e coma. Alterações no ECG, particularmente no eixo ou amplitude QRS, são indicadores clinicamente significativos de toxicidade induzida por antidepressivos tricíclicos.

Outros sinais de sobredosagem podem incluir: confusão, perturbações da concentração, alucinações visuais passageiras, dilatação das pupilas, agitação, hiperreflexia, estupor, sonolência, rigidez muscular, vómitos, hipotermia, hiperpirexia ou qualquer uma das reações adversas referidas na secção Efeitos indesejáveis possíveis.

O tratamento é sintomático e de suporte.

Deve ser efetuado um ECG e proceder-se imediatamente à monitorização cuidadosa da função cardíaca. Deve-se manter a via aérea permeável, estabelecer uma linha intravenosa e iniciar a descontaminação gástrica. É necessário um mínimo de 6 horas de observação com monitorização cardíaca e observação de sinais de depressão do SNC ou depressão respiratória: hipotensão, disritmias cardíacas, bloqueios da condução e convulsões.

Caso ocorram sinais de toxicidade durante este período, é necessário prolongar a monitorização. Existem relatos de casos de doentes com arritmias fatais após sobredosagem; estes doentes tinham evidências clínicas de envenenamento significativo antes da morte, e a maioria recebeu descontaminação gastrointestinal inadequada.

A monitorização dos níveis plasmáticos do fármaco não deve servir de guia para o tratamento do doente.

Descontaminação gastrointestinal: deve ser efetuada em todos os doentes com suspeita de sobredosagem. Deve incluir lavagem gástrica de grande volume seguida da administração de carvão ativado. Se existir perturbação do estado de consciência, deve manter-se a via aérea desobstruída. A emese está contraindicada.

Cardiovascular: uma duração máxima do complexo QRS na derivação dos membros inferiores de ≥ 0,10 segundos pode ser o melhor indicador da gravidade da sobredosagem. Para manter o pH sérico entre 7,45- 7,55 deve-se utilizar bicarbonato de sódio I.V. Se a resposta for inadequada, pode-se utilizar também a hiperventilação. A sua utilização concomitante deve ser efetuada com precaução extrema e deve-se monitorizar frequentemente o pH. Não é desejável um pH > 7,60 ou uma pCO2 < 20 mmHg. As disritmias que não respondem a esta terapêutica podem responder à lidocaína, bretílio ou fenitoína. Os antiarrítmicos do tipo 1A e 1C (ex. quinidina, disopiramida, procainamida) estão geralmente contraindicados.

Em casos raros, a hemoperfusão pode ser benéfica na instabilidade cardiovascular aguda refratária em doentes com toxicidade aguda. No entanto, a hemodiálise, diálise peritoneal, exasanguíneo-transfusões e a diurese forçada têm sido geralmente relatadas como ineficazes no envenenamento por antidepressivos tricíclicos.

SNC: em doentes com depressão do SNC é aconselhável a entubação precoce devido ao potencial de deterioração abrupta. As convulsões devem ser controladas com benzodiazepinas ou, caso estas sejam ineficazes, com outros anticonvulsivantes (ex. fenobarbital, fenitoína). A fisiostigmina só é recomendada em situações potencialmente fatais que não respondem a outras terapêuticas e após consulta ao CIAV.

Acompanhamento psiquiátrico: dado que a sobredosagem é frequentemente intencional, os doentes podem tentar o suicídio por outros meios durante a fase de recuperação, pelo que é aconselhável o acompanhamento psiquiátrico.

Caso se tenha esquecido de tomar ADT

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Quais são os possíveis efeitos secundários?

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar efeitos indesejáveis, embora estes não se manifestam em todas as pessoas.

A maioria dos efeitos indesejáveis da amitriptilina é similar aos dos antidepressivos tricíclicos e resultam da sua ação antimuscarínica.

  • Doenças do sangue e do sistema linfático: depressão da medula óssea, agranulocitose, leucopenia, eosinofilia, púrpura, trombocitopenia.
  • Doenças endócrinas: síndroma de secreção inadequada de ADH
  • Doenças do metabolismo e nutrição: alterações da glicémia, aumento do apetite, anorexia.
  • Perturbações do foro psiquiátrico: confusão, delírio, perturbações da concentração, desorientação, ilusões, alucinações, hipomania, mania, excitação, ansiedade, agitação, insónia, pesadelos, diminuição da líbido. Foram notificados casos de ideação/comportamento suicida durante o tratamento com ADT ou imediatamente após a sua descontinuação (ver secção 2). A frequência não é conhecida.
  • Doenças do sistema nervoso: insensibilidade, formigueiro, parestesias das extremidades, neuropatia periférica, descoordenação, ataxia, tremores, coma, convulsões, alterações dos padrões do EEG, disartria, tonturas, sonolência, cefaleias, perturbações da concentração, fraqueza, desorientação, delírio, agitação, sintomas extrapiramidais incluindo movimentos involuntários anormais e disquinésia tardia.
  • Afeções oculares: olho seco, visão turva, perturbações da acomodação, aumento da pressão intraocular, midríase.
  • Afeções do ouvido e do labirinto: zumbidos.
  • Cardiopatias: síncope, taquicardia, palpitações, enfarte do miocárdio, arritmias, bloqueio cardíaco.
  • Vasculopatias: hipotensão, hipotensão ortostática, hipertensão, acidente vascular cerebral.
  • Doenças gastrointestinais: náuseas, mal-estar epigástrico, vómitos, estomatite, alteração do sabor, diarreia, tumefação das parótidas, língua preta, xerostomia, obstipação, íleus paralítico.
  • Afeções hepatobiliares: raramente têm ocorrido casos de hepatite, incluindo alterações da função hepática e icterícia.
  • Afeções dos tecidos cutâneos e subcutâneos: aumento da sudorese, rash, urticaria, edema da face e da língua, alopecia, fotossensibilidade, prurido.
  • Doenças renais e urinárias: retenção urinária, frequência urinária.
  • Doenças dos órgãos genitais e da mama: tumefação testicular, ginecomastia, aumento do volume da mama, galactorreia, aumento ou diminuição da líbido, impotência, disfunção sexual.
  • Perturbações gerais e alterações no local de administração: fadiga, hipertermia.
  • Exames complementares e de diagnóstico: perda ponderal, aumento ponderal, prolongamento QT no eletrocardiograma (frequente).

Na enurese: os efeitos indesejáveis mais frequentes são sonolência e efeitos anticolinérgicos. Outros efeitos menos frequentes incluem sudação moderada e prurido.

Foi observado um risco aumentado de fraturas ósseas em doentes a tomar este tipo de medicamentos.

Comunicação de efeitos indesejáveis

Se tiver quaisquer efeitos indesejáveis, incluindo possíveis efeitos indesejáveis não indicados neste folheto, fale com o seu médico ou farmacêutico. Também poderá comunicar efeitos indesejáveis diretamente ao INFARMED, I.F., através dos contactos abaixo. Ao comunicar efeitos indesejáveis, estará a ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.

Sítio da internet: http://www.infarmed.pt/web/infarmed/submissaoram (preferencialmente) ou através dos seguintes contactos:

Direção de gestão do Risco de Medicamentos Parque da Saúde de Lisboa, Av. Brasil 53 1749-004 Lisboa

Tel: +351 21 798 73 73

Linha do Medicamento: 800222444 (gratuita) E-mail: farmacovigilancia@infarmed.pt

Como deve ser guardado?

Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Não conservar acima de 25ºC.

Conservar na embalagem de origem para proteger da luz.

Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após "EXP". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Não utilize este medicamento se verificar qualquer sinal visível de deterioração.

Não deite fora quaisquer medicamentos na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora os medicamentos que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Mais informações

Qual a composição de ADT

  • A substância ativa é o cloridrato de amitriptilina. Cada comprimido revestido de ADT 10 mg contém 10 mg de cloridrato de amitriptilina, cada comprimido revestido de ADT 25 mg contém 25 mg de cloridrato de amitriptilina e cada comprimido revestido de ADT 75 mg contém 75 mg de cloridrato de amitriptilina.
  • Os outros componentes são:

ADT 10 mg: hidrogenofosfato de cálcio di-hidratado, carboximetilamido sódico, talco, macrogol 6000, estearato de magnésio, opadry OY-30924 azul e indigotina (E 132).

ADT 25 mg e 75 mg: hidrogenofosfato de cálcio di-hidratado, carboximetilamido sódico, talco, macrogol 6000, estearato de magnésio, opadry OY-22929 amarelo e tartrazina (E 102).

Qual o aspeto de ADT e conteúdo da embalagem

Comprimidos embalados em blisters de PVC/Alumínio.

Embalagens de 10, 20 e 60 comprimidos revestidos (10 mg) e embalagens de 20 e 60 comprimidos revestidos (25 mg e 75 mg).

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal

Fabricante

Generis Farmacêutica, S.A. Rua João de Deus, 19 2700-487 Amadora Portugal

APL Swift Services (Malta) Ltd

HF26, Hal Far Industrial Estate, Hal Far

Birzebbugia, BBG 3000

Malta

Este folheto foi revisto pela última vez em

Última actualização: 29.06.2022

Fonte: Adt - Inserção da embalagem

O seu assistente pessoal de medicamentos

Medicamentos

Pesquise aqui a nossa extensa base de dados de medicamentos de A-Z, com efeitos e ingredientes.

Substâncias

Todas as substâncias activas com a sua aplicação, composição química e medicamentos em que estão contidas.

Doenças

Causas, sintomas e opções de tratamento para doenças e lesões comuns.

O conteúdo apresentado não substitui a bula original do medicamento, especialmente no que diz respeito à dosagem e efeito dos produtos individuais. Não podemos assumir qualquer responsabilidade pela exactidão dos dados, uma vez que os dados foram parcialmente convertidos automaticamente. Um médico deve ser sempre consultado para diagnósticos e outras questões de saúde. Mais informações sobre este tópico podem ser encontradas aqui.

This website is certified by Health On the Net Foundation. Click to verify.