Autor: Italfarmaco - Produtos Farmacêuticos, Lda.


Informação longa

O que é e como se utiliza?

Clarissa é um contraceptivo hormonal oral e é usado para prevenir a gravidez.

Cada comprimido contém uma pequena quantidade de duas hormonas femininas, denominadas acetato de cloromadinona (uma progesterona) e etinilestradiol (um estrogénio). Os medicamentos contendo duas hormonas são denominados contraceptivos orais combinados (COC ou pílula combinada). Cada um dos 21 comprimidos revestidos incluídos num blister de 1 ciclo contém a mesma quantidade de ambas as hormonas.

Tal como os outros contraceptivos orais, Clarissa inibe a ovulação. Faz também com que

  • mucono colo do útero fique mais espesso, de modo que o esperma não consegue atravessá-lo e altera a parede do útero prevenindo o crescimento do ovo.

Clarissa enquadra-se na classe das ?preparações monofásicas?.

Clarissa, como todos os contraceptivos orais, não protege contra a infecção pelo VIH (SIDA) ou qualquer outra doença transmitida sexualmente.

Índice
O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?
Como é utilizado?
Quais são os possíveis efeitos secundários?
Como deve ser guardado?
Mais informações

O que se deve tomar em consideração antes de utilizá-lo?

Não tome Clarissa

Se tem alergia (hipersensibilidade) às substâncias activas etinilestradiol e acetato de cloromadinona ou a qualquer outro componente de Clarissa;
Se sofre ou sofreu de alguma doença que afecta a circulação: em particular, as situações relacionadas com tromboses (formação de coágulos) nas veias das pernas (trombose venosa profunda), dos pulmões (embolia pulmonar), do coração (enfarte do miocárdio), ou acidente vascular cerebral (causado por coágulo sanguíneo ou ruptura de um vaso sanguíneo no cérebro);
Se apresenta ou apresentou uma condição que possa ser um sinal de um coágulo no sangue, flebite (inflamação das veias) ou sintomas de embolismo, tais como dor súbita lancinante, dor no peito ou aperto ao respirar;
Se for forçada a estar imobilizada durante um longo período de tempo (p.e. no caso de ter uma perna ou as pernas engessadas após acidente) ou se está prevista uma cirurgia (pelo menos 4 dias antes da data prevista para a operação); o seu médico decidirá se pode reiniciar a toma de Clarissa após iniciar a mobilização;
Se está grávida;
Se sofre de diabetes mellitus com alterações nos vasos sanguíneos ou se sofre de diabetes mellitus não controlada;
Se tem hipertensão arterial difícil de controlar ou se a sua pressão arterial tem elevações bruscas (valores constantemente acima de 140/90 mm Hg);
Se sofre ou sofreu de doença hepática como hepatite (inflamação do fígado), ou de icterícia e as funções hepáticas ainda se apresentam alteradas.
Se tiver ou tenha ocorrido, especialmente durante uma gravidez ou tratamento anterior com estrogénios, colestase (interrupção do fluxo biliar) ou purido generalizado (comichão);
Se apresenta níveis elevados de bilirrubina (p.e. síndroma de Dubin-Johnson ou síndroma de Rotor, alterações do fluxo biliar);
Se sofre ou sofreu de um tumor do fígado;
Se apresenta dor intensa na porção superior do abdómen, fígado aumentado ou sinais de hemorragia digestiva;
Se ocorrer porfíria (uma espécie de alteração herdada ou adquirida que conduz a uma perturbação do pigmento sanguíneo);
Se sofre ou sofreu de um tumor maligno que pode desenvolver-se sob a influência das hormonas sexuais (por exemplo cancro da mama ou do útero);
Se sofre de perturbações graves nos níveis de gorduras no sangue (colesterol e triglicéridos);
Se sofre ou sofreu de pancreatite (inflamação do pâncreas) associada a valores elevados de triglicéridos no sangue;
Se sofrer pela primeira vez ou cumulativa dor de cabeça forte não habitual; Se tem antecedentes de enxaqueca acompanhada por exemplo de sintomas visuais, perturbação da fala ou fraqueza e adormecimento de algumas partes do corpo (ver também secção ?Precauções especiais?);
Se ocorrer perturbações súbitas sensoriais (por exemplo, distúrbios visuais ou audição deficiente);
Se apresentar perturbações do movimento (em particular paralisia);
Se sentir aumento de frequência das crises convulsivas;
Se sofrer de depressão grave;

Se sofrer de otosclerose (perturbação do ouvido interno que leva a surdez progressiva); Em caso de ausência inexplicável de ciclo menstrual;
Se tiver um crescimento anormal das membranas internas do útero (hiperplasia do endométrio);
Se ocorrer hemorragia vaginal inexplicável.

Um factor de risco grave ou múltiplos factores de risco para trombose arterial ou venosa podem constituir uma contra-indicação (ver ?Tome especial cuidado com Clarissa?) O seu médico decidirá se existe alguma razão para não tomar Clarissa.

Tome especial cuidado com Clarissa
Contacte o seu médico antes de tomar este medicamento, se apresentar alguma das seguintes condições:
Se fumar.
Se tiver mais de 35 anos.
Se tiver uma pressão arterial alta
Se tiver níveis aumentados de gordura no sangue (por exemplo colesterol, triglicéridos ou lipoproteínas)

Se tiver peso a mais (índice de massa corporal superior a 30 kg/m2)
Se tiver familiares próximos (pais ou irmãos) que sofreram coagulação sanguínea (trombose) em jovens
Se sofre de distúrbios de coagulação sanguínea
Se tem algum problema no seu coração (perturbação valvular, um distúrbio do batimento cardíaco)
Se sofre de diabetes mellitus

Se apresentar uma das seguintes condições, poderá também necessitar de um especial cuidado do seu médico:
Se sofre de epilepsia
Se sofre de esclerose múltipla (uma doença auto-imune)
Se sofre de cãibra muscular intensa (tetania)
Se sofre de asma
Se os seus rins ou coração não funcionarem bem (insuficiência cardíaca ou renal) Se sofre de Coreia de Syndenham (uma doença nervosa em que ocorrem súbitos movimentos corporais)
Se sofre de doenças do fígado
Se sofre de doença auto-imune (incluindo lúpus eritematoso sistémico)
Se sofre de endometriose (condição caracterizada pelo crescimento benigno por trás ou do lado de fora do útero de tecido semelhante ao endométrio, tecido que normalmente reveste o útero
Se sofre de veias varicosas
Se sofre de um tumor benigno do útero (mioma)
Se sofre de mastopatia (nódulos não cancerígenos na mama)
Se sofreu de herpes gestacional (erupção cutâneo com vesículas) numa gravidez anterior Se sofre de depressão
Se sofre de doença de Crohn ou colite ulcerosa (doença inflamatória do intestino)

Se alguma destas condições se aplicar a si, deve informar o seu médico antes de iniciar a toma deste medicamento.
Se alguma destas condições se desenvolver ou se agravar durante a toma do medicamento deve contactar o seu médico. O seu médico decidirá se deve continuar a tomar o medicamento.

Contraceptivos orais combinados (COC) e Trombose e outras doenças vasculares Considera-se que a toma de contraceptivos orais combinados está associada a um aumento do risco de formação de coágulos sanguíneos nas veias e artérias. Isto poderá causar um ataque cardíaco, um acidente vascular cerebral, uma trombose venosa profunda ou um embolismo pulmonar. Contudo, estes acontecimentos são raros durante a administração de contraceptivos orais.

O tratamento apropriado das doenças mencionadas pode diminuir o risco de trombose.

Consulte imediatamente o seu médico se sentir os seguintes possíveis sinais de trombose ou embolia pulmonar:
Dor forte ou inchaço das pernas
Dor súbita e forte no peito que se pode irradiar para o braço esquerdo
Falta de ar
Tosse súbita não usual;
Dor de cabeça intensa, inesperada ou prolongada ou crise de enxaqueca; Perda parcial ou total da visão ou visão dupla
Dificuldade em falar ou encontrar as palavras apropriadas;
Tonturas ou sensação de desmaio
Debilidade ou entorpecimento de um lado do corpo;
Perturbações nos movimentos;
Forte dor abdominal

Outras doenças que afectam a circulação são a diabetes mellitus, lúpus eritematoso sistémico (uma doença do sistema imunitário), síndroma hemolítica urémica (uma doença do sangue que causa alterações no rim), doenças inflamatórias crónicas do intestino (doença de Crohn e colite ulcerosa) e anemia falciforme.

Tabagismo aumenta o risco de efeitos adversos cardiovasculares graves associados a contraceptivos orais combinados (COC). Este risco aumenta com a idade e número de cigarros consumidos e é muito pronunciado em mulheres com mais de 35 anos. Mulheres fumadoras com mais de 35 anos devem usar outros métodos contraceptivos.

Contraceptivos orais combinados (COC) e outras condições/doenças
Os contraceptivos orais podem aumentar o risco de desenvolvimento de certos cancros (por exemplo, tumor cervical, cancro da mama, tumores hepáticos). Os cancros do fígado podem provocar hemorragias internas graves. Contacte imediatamente o seu médico se sentir dores fortes não habituais no abdómen.

Raramente, pode ocorrer cloasma (manchas pigmentares castanhas douradas, também chamado de ?pano da gravidez?, especialmente na face), durante a toma de COC. Neste caso evite a exposição directa à luz solar ou radiação ultravioleta.

Exames médicos
Ante de iniciar a toma de Clarissa, o seu médico deve fazer-lhe um exame geral e ginecológico e excluir uma gravidez. Tendo em atenção as contra-indicações e precauções, irá decidir se Clarissa está indicado para o seu caso. Estes exames devem ser repetidos todos os anos.

Eficácia
Se não tomar regularmente o contraceptivo, ou se vomitar ou tiver diarreia após a toma de Clarissa (ver secção 3 ?O que fazer no caso de vómitos ou diarreia grave?), ou se estiver a tomar ao mesmo tempo outros medicamentos (ver ?Ao tomar com outros medicamentos?) a eficácia pode estar reduzida.

Hemorragia entre os ciclos
Durante os primeiros meses a tomar Clarissa, pode ocorrer hemorragias inesperadas irregulares (hemorragias intra-cíclicas/spotting). Se a hemorragia persistir mais de 3 meses, ou se reaparecer após alguns meses regulares, o seu médico irá investigar a causa.

A ocorrência de hemorragias intra-cíclicas pode também ser um sinal de diminuição da eficácia contraceptiva.

O que fazer se não ocorrer hemorragia na semana de intervalo
É possível que não ocorra hemorragia na semana de intervalo. Se tomou correctamente todos os comprimidos (ver secção 3), se não tiver vomitado ou tido diarreia grave e se não tomou outros medicamentos, é pouco provável que esteja grávida. Se não tomou os comprimidos de acordo com as indicações antes da hemorragia esperada, pode estar grávida. Contacte o seu médico para excluir uma gravidez. Não comece uma nova embalagem até ter a certeza que não está grávida.

Ao tomar Clarissa com outros medicamentos
Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado, recentemente, outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia de Clarissa na prevenção da gravidez, ou provocar hemorragias inesperadas. Estas incluem:
Medicamentos usados no tratamento da epilepsia (como a carbamazepina, fenitoína, barbexaclona, primidona e topiramato)
Medicamentos usados no tratamento da tuberculose (p.e. rifampicina, rifabutina) Barbitúricos (determinado tipo de hipnóticos como o fenobarbital e mefobarbital) Medicamentos usados no tratamento de doenças infecciosas (ampicilina, tetraciclinas e griseofulvina)
Medicamentos usados no tratamento da infecção pelo VIH (ritonavir)
Medicamentos usados no tratamento de perturbações do sono (modafinil)

Medicamentos à base de plantas contendo erva de S. João.
Medicamentos que estimulam os movimentos intestinais (por exemplo metoclopramida) Carvão activado

Se estiver a tomar, ou a iniciar o tratamento, com um medicamento que contenha alguma das substâncias descritas acima pode continuar a tomar Clarissa. Durante o tratamento deve utilizar um método contraceptivo mecânico adicional (p.e. preservativo) e no caso de usar em simultâneo determinados medicamentos deverá utilizar o método contraceptivo adicional não apenas durante o tratamento mas durante 7 a 28 dias após terminar o tratamento. Se tiver mais questões, aconselhe-se com o seu médico ou farmacêutico.

Contacte o seu médico se estiver a tomar algum dos seguintes medicamentos: Paracetamol (usado no alívio da dor)
Ácido ascórbico (vitamina C)
Insulina ou outro medicamento para baixar os níveis de açúcar no sangue (a dose deste medicamento poderá ter que ser ajustado)
Atorvastatina (usado para reduzir os níveis elevados de colesterol)
Fluconazol (usado no tratamento ou prevenção de infecções por fungos) Indinavir (usado no tratamento de infecções por HIV)
Troleandomicina (usado no tratamento de outras doenças infecciosas)
Diazepam (usado no tratamento de alterações do sono, estados de ansiedade, depressão e epilepsia)
Ciclosporina (usado em situações de transplante)
Teofilina (usado no tratamento da asma) e Prednisolona (usado no tratamento de inflamações)
Clofibato (usado para controlar os níveis de gordura no sangue)
Morfina (usado para alívio de dor intensa)
Lorazepam (usado como sedativo e relaxante muscular)

Efeitos nos testes laboratoriais
A toma deste medicamento pode afectar os resultados de alguns testes laboratoriais. Informe sempre o seu médico que está a tomar Clarissa.

Gravidez e aleitamento
Contacte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Clarissa não deve ser tomado por mulheres grávidas ou que pensam que podem estar grávidas. Se suspeita que está grávida, enquanto está a tomar Clarissa, deve consultar o seu médico quanto antes. A toma de Clarissa, porém, não é motivo para interromper a gravidez.

Clarissa pode reduzir a quantidade ou alterar a composição do leite materno. Quantidades muito pequenas das substâncias activas passam para o leite. Só deve tomar contraceptivos orais quando não está a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas
Não existe informação que sugira que Clarissa pode afectar a capacidade de conduzir veículos e operar máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Clarissa
Clarissa contém lactose monp-hidratada. Se foi informada pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar Clarissa.

Como é utilizado?

Tomar sempre Clarissa de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

Posologia e modo de administração
Tome um comprimido, todos os dias, sensivelmente sempre à mesma hora (preferencialmente à noite), com algum líquido se necessário. Pode tomar os comprimidos com ou sem alimentos.

Um blister de Clarissa contém 21 comprimidos. No blister, próximo do comprimido, está impresso o dia da semana a que deve ser tomado.

Se, por exemplo iniciar a toma a um domingo, tome o comprimido próximo de ?DOM?. O intervalo entre duas tomas deve ser, preferencialmente, sempre de 24 horas. Siga a direcção da seta até que todos os 21 comprimidos tenham sido tomados. Durante os 7 dias que se seguem não tome comprimidos. Nestes 7 dias, deverá iniciar a menstruação (hemorragia de privação). Habitualmente, ocorre entre 2 a 4 dias após o último comprimido de Clarissa. Inicie a toma de um novo blister no oitavo dia mesmo que o período menstrual se mantenha. Isto significa que irá iniciar novos blisters sempre no mesmo dia da semana e que a hemorragia de privação ocorrerá sensivelmente ao mesmo dia, de cada mês.

Quando pode iniciar a toma do primeiro blister de Clarissa
Se não tomava qualquer contraceptivo oral anteriormente (durante o último ciclo menstrual):
Inicie a toma de Clarissa no primeiro dia do ciclo (ou seja, no primeiro dia do período menstrual).

Se iniciar Clarissa no primeiro dia de menstruação está imediatamente protegida contra uma gravidez. Pode também iniciar entre o 2º-5º dia do ciclo, independentemente da hemorragia já ter parado ou não, mas deve usar um método contraceptivo mecânico adicional (por exemplo, preservativo) durante os primeiros sete dias (regra dos sete dias).

Se o seu período começou há mais de cinco dias, espere pelo período seguinte para iniciar a toma de Clarissa.

Substituição de um contraceptivo hormonal oral de 22 dias por outro contraceptivo hormonal oral de 21 dias:
Tome todos os comprimidos da embalagem antiga como indicado. Pode iniciar a toma de Clarissa no dia seguinte à toma do último comprimido da embalagem antiga (ou seja, não ocorre qualquer descanso na toma dos comprimidos). Não necessita de esperar até à próxima menstruação. Neste caso, não são necessárias precauções contraceptivas adicionais.

Substituição de um outro combinado hormonal tomado diariamente (contraceptivo de 28 dias)
Pode iniciar a toma de Clarissa no dia seguinte à toma do último comprimido da embalagem antiga (ou seja, não ocorre qualquer descanso na toma dos comprimidos). Não necessita de esperar até à próxima menstruação. Neste caso, não são necessárias precauções contraceptivas adicionais.

Substituição de uma pílula contendo apenas progestogénio
Durante a toma de uma pílula contendo apenas progestogénio é possível que não ocorra hemorragia de privação. Pode iniciar a toma de Clarissa no dia seguinte à toma da última pílula contendo apenas progestogénio. Neste caso, no entanto, deve utilizar um método contraceptivo mecânico adicional durante os primeiros 7 dias.

Substituição de uma contracepção hormonal injectável ou um implante contraceptivo Deve iniciar a toma de Clarissa no dia em que o implante for removido ou em que a injecção seguinte estava planeada. No entanto, deve utilizar um método contraceptivo adicional (por exemplo, preservativo) durante os primeiros 7 dias

Após o aborto ou se interrompeu a gravidez no primeiro trimestre
Pode tomar imediatamente Clarissa. Neste caso, não é necessário usar um método contraceptivo adicional.

Após parto ou aborto no segundo trimestre
Se não estiver a amamentar, pode iniciar a toma de Clarissa 21-28 dias após o parto. Não é necessário utilizar métodos contraceptivos mecânicos adicionais.

Se desejar iniciar a toma de Clarissa mais de 28 dias após o nascimento, terá que usar um método de contracepção adicional durante os primeiros sete dias de utilização.

Se teve relações sexuais antes de iniciar a toma de Clarissa, terá que certificar-se de que não está grávida ou aguardar até ao período menstrual seguinte.

Por favor tenha em atenção de que não deve tomar Clarissa se estiver a amamentar (ver secção ?Gravidez e aleitamento?).

O que fazer se tiver vómitos ou diarreia
Se vomitar ou tiver diarreia nas 3-4 horas após ter tomado o comprimido, é possível que as substâncias activas de Clarissa não tenham sido completamente absorvidas e a eficácia

contraceptiva pode estar reduzida. Deve continuar a tomar Clarissa. Deve usar um método contraceptivo adicional até ao final do ciclo.

Durante quanto tempo posso tomar Clarissa?
Pode tomar Clarissa durante o tempo que desejar tomar um contraceptivo oral e se não existirem riscos para a sua saúde (ver secção 2 ?Não tomar Clarissa? e ?Tome especial cuidado com Clarissa?). O início do primeiro período menstrual após a interrupção de Clarissa pode atrasar cerca de uma semana.

Se tomar mais comprimidos de Clarissa do que deveria
Se tomar mais comprimidos de Clarissa do que deveria ou se descobrir que uma criança tomou o medicamento, contacte o seu médico para tratar potenciais sintomas.

Não foram reportados casos graves resultantes da toma de demasiado comprimidos de Clarissa. Se tomar uma grande quantidade de comprimidos duma vez só podem ocorrer sintomas como náuseas e vómitos.
Em raparigas mais jovens pode ocorrer hemorragia vaginal.

Caso se tenha esquecido de tomar Clarissa
Se tiver decorrido menos de 12 horas após a toma esquecida do medicamento, a protecção contra uma gravidez não está diminuída. Nestes casos não serão necessários métodos contraceptivos adicionais. Tome o comprimido assim que se lembrar e continue a tomar os comprimidos no horário habitual.
Se decorreram mais de 12 horas após a toma esquecida do comprimido, o efeito contraceptivo pode estar diminuído, deve usar protecção extra. Siga as regras dos 7 dias. Tome o comprimido em atraso mais recente e continue a tomar Clarissa no horário habitual. Pode acontecer ter de tomar 2 comprimidos no mesmo dia. Use um método de contracepção mecânico adicional (p.e. preservativo) durante os sete dias seguintes e se durante esses sete dias terminar os comprimidos do blister correspondentes a esse ciclo, inicie a toma do blister seguinte, sem fazer qualquer intervalo. Provavelmente não haverá a hemorragia de privação habitual até que acabe de tomar os comprimidos do próximo blister, mas não lhe é prejudicial. Poderá ocorrer hemorragias (também chamadas hemorragias intra-cíclicas ou spotting) durante a toma dos comprimidos, mas não se preocupe. Se não ocorrer hemorragia de privação após terminar este novo blister, deverá excluir uma gravidez.

Se parar de tomar Clarissa
Se parar o tratamento com Clarissa, os seus ovários recomeçam logo a funcionar normalmente e poderá engravidar. Após a descontinuação de Clarissa a primeira menstruação pode atrasar-se cerca de uma semana.

Quais são os possíveis efeitos secundários?

Como todos os medicamentos, Clarissa pode apresentar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os reportados com mais frequência (superior a 20%) durante ensaios clínicos em mulheres a tomar Cloromadinona/etinilestradiol foi hemorragia intra-cíclica/spotting, dor de cabeça e dor nos seios.

Os contraceptivos orais foram associados aos seguintes aumentos de factores de risco para doenças graves e efeitos secundários:
Risco de distúrbios venosos/tromboses (ver secção 2)
Risco de distúrbios da vesícula biliar (ver secção 2)
Risco de desenvolvimento de cancro (por exemplo, desenvolvimento de cancro do fígado; em casos isolados estes cancros causaram hemorragias internas fatais; desenvolvimento do cancro da mama ou dos órgãos reprodutores (ver secção 2)) Deterioração de doenças crónicas inflamatórias do intestino (doença de Crohn e colite ulcerosa).

Leia cuidadosamente a informação dada na secção 2 e aconselhe-se com o seu médico, se necessário.

Os seguintes efeitos secundários foram reportados num estudo clínico realizado em 1.629 mulheres a tomarem acetato de cloromadinona/etinilestradiol.

Os efeitos secundários são classificados com base nas seguintes frequências Muito frequente Frequente Pouco frequente Raro Muito raro Desconhecida Mais de 1 utilizador em 10 1 a 10 utilizadores em 100 1 a 10 utilizadores em 1,000 1 a 10 utilizadores em 10,000 Menos de 1 utilizador em 10,000 Não é possível estimar a frequência com base nos dados disponíveis

Muito frequente:
Náusea
Corrimento vaginal, distúrbios menstruais, ausência de menstruação

Frequente:
Aumento da pressão arterial
Aumento de peso
Tontura, enxaqueca (e/ou agravamento da mesma)
Distúrbios visuais
Vómitos
Acne
Fadiga, sensação de pernas pesadas, retenção de líquidos
Dor abdominal
Humor depressivo, irritabilidade, nervosismo

Pouco frequentes:

Alterações dos níveis de gordura no sangue (incluindo aumento dos níveis de triglicéridos)
Dor abdominal, flatulência, diarreia
Problemas de pigmentação, manchas castanhas na face, queda de cabelo, pele seca Dor nas costas, sensação desconfortável nos músculos
Tendência para transpirar, diminuição do interesse sexual
Secreção mamária, alteração benigna do tecido conjuntivo dos seios, infecção fúngica na vagina, quistos nos ovários.

Raros:
Conjuntivite (inflamação da conjuntiva (a camada mais externa do olho e a superfície interna das pálpebras)), intolerância às lentes de contacto
Perda súbita de audição, tinitus (zumbidos nos ouvidos)
Urticária, reacção cutânea alérgica, rash cutâneo (eczema), vermelhidão da pele, prurido, agravamento de psoríase existente, pêlo excessivo na face e no corpo
Aumento da tensão arterial, diminuição da pressão arterial, colapso circulatório, desenvolvimento de veias varicosas,
Aumento dos seios, inflamação na vagina, menstruação prolongada e/ou mais intensa, síndrome pré-menstrual (problemas emocionais e físicos antes do início da menstruação) Aumento do apetite

Muito raros:
Eritema nodoso (uma inflamação das células gordas por baixo da pele)

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Como deve ser guardado?

Não são necessários requisitos especiais de conservação.

Manter fora do alcance e da vista das crianças.

Não utilize Clarissa após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister (1 ciclo) após Val. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente.

Mais informações

Qual a composição de Clarissa

As substâncias activas são acetato de cloromadinona e etinilestradiol. Um comprimido revestido por película contém 2 mg de acetato de cloromadinona e 0,03 mg de etinilestradiol.

Os outros componentes são: Lactose mono-hidratada, amido de milho, povidona, estearato de magnésio (origem vegetal) e aqua Polish red 044.12 MS

Qual o aspecto de Clarissa e conteúdo da embalagem
Os comprimidos de Clarissa são comprimidos revestidos por película rosa e redondos. Clarissa está disponível em embalagens com 21 e 63 comprimidos revestidos por película.

É possível que não seja comercializada todas as apresentações.

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

Italfarmaco, Produtos Farmacêuticos, Lda
Rua Consiglieri Pedroso, 123
Queluz de Baixo
2730-056 Barcarena

Fabricante

Haupt Pharma Münster GmbH
Schleebrüggenkamp 15
D-48159 Münster
Alemanha

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